Compartilhe
Link copiado com sucesso!

Colecionadora paranaense descobre taças de uralina com radiação e alerta sobre riscos

Colecionadora paranaense descobre taças de uralina com radiação e alerta sobre riscos

No Norte do Paraná, a empresária Camilla Trovó Gimenes fez uma descoberta surpreendente ao acender uma luz negra próxima a taças adquiridas em um leilão. As peças, de uralina, um tipo de vidro que contém óxido de urânio, emitem radiação em pequenas quantidades, mas especialistas garantem que não representam riscos de acidentes radiológicos.

O que é a uralina e como funciona

A uralina é um vidro que contém urânio, o que lhe confere uma coloração verde fluorescente sob luz negra. Embora esses itens sejam considerados raros e colecionáveis, a radiação emitida é considerada de baixo nível. Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), as taças não oferecem riscos à saúde se mantidas em condições adequadas, com uma dose efetiva de radiação de 1 mSv por ano.

Riscos e cuidados ao manusear peças de uralina

Apesar da segurança, especialistas alertam que as taças não devem ser utilizadas para armazenar alimentos, especialmente os ácidos, pois podem interagir com o urânio. O professor de química Fábio Cezar Ferreira recomenda que as peças sejam mantidas em vitrines, longe do uso cotidiano. Em caso de quebra, é importante recolher os fragmentos com cuidado, evitando a produção de poeira.

Legislação e regulamentação sobre a uralina

A fabricação de novas peças de uralina foi proibida no Brasil pela Resolução 344 da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), de julho de 2025. Embora a norma não mencione diretamente o vidro com urânio, ela estabelece que o uso de fontes de radiação para objetos decorativos é considerado “fútil” e “injustificável”. As peças existentes, no entanto, são tratadas como commodities, com regulamentações que consideram sua baixa dose de radiação.

O mercado de colecionadores de uralina

Peças de uralina são altamente valorizadas entre colecionadores, podendo alcançar preços de até R$ 2 mil. Camilla, que começou sua coleção por acaso, explica que não tinha conhecimento da composição das taças no momento da compra. A raridade e a beleza das peças atraem muitos entusiastas, mas é crucial que os compradores estejam cientes dos riscos associados.

Orientações para descarte seguro

A ANSN orienta que itens de uralina, sejam inteiros ou quebrados, não devem ser descartados no lixo comum. O correto é encaminhá-los a unidades autorizadas da CNEN, que possuem infraestrutura para o recebimento e armazenamento de rejeitos radioativos. No Brasil, existem unidades em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas o Paraná não conta com uma.

Fonte: g1.globo.com


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Nossos Parceiros

I Mais Lidas do Dia I

I Mais Lidas da Semana I

Rolar para cima