O Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ) consolidou-se como um marco na integração entre escola, comunicação e território. Promovido pelo Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, a iniciativa celebra três décadas de fomento à educomunicação, utilizando o jornalismo como ferramenta pedagógica para estimular a leitura, a escrita e o senso crítico entre estudantes baianos.
Mais do que uma competição, o projeto busca oferecer um espaço de autoria, onde o estudante assume o papel central no processo de aprendizagem. A edição de 2026, intitulada “De onde venho, escrevo: histórias e leituras do meu lugar no mundo”, convidou os participantes a refletirem sobre suas origens, memórias e o valor de suas comunidades locais.
A trajetória da educomunicação no ambiente escolar
A evolução do programa acompanha as transformações sociais e tecnológicas das últimas três décadas. Segundo Andréa Silveira, gerente executiva do A TARDE Educação, a essência do projeto permanece focada na capacidade do aluno de se expressar e transformar vivências em conhecimento. A metodologia utiliza diferentes linguagens para que o estudante desenvolva um olhar atento sobre a realidade que o cerca.
Luciano Neves, diretor de Relações Institucionais do Grupo A TARDE, reforça que o sucesso da iniciativa reside na construção coletiva. A parceria com instituições comprometidas com o futuro dos jovens permite que o programa alcance diversas escolas, mobilizando educadores e criando oportunidades reais de expressão. A confiança e o diálogo entre os envolvidos são os pilares que sustentam o impacto pedagógico do concurso.
Categorias e critérios de avaliação técnica
Em 2026, o concurso abrangeu quatro modalidades distintas, adaptadas a diferentes níveis de ensino: Tirinhas (Ensino Fundamental I), Videorreportagem (Ensino Fundamental II), Artigo de Opinião (Ensino Médio) e Crônica (Educação de Jovens e Adultos – EJA). A diversidade de formatos estimulou habilidades como apuração, argumentação e observação do cotidiano.
Uma comissão técnica composta por 11 especialistas avaliou os trabalhos com base em critérios rigorosos, incluindo originalidade, coerência narrativa, qualidade visual e domínio da norma-padrão da língua portuguesa. O processo de seleção valorizou a capacidade dos alunos em traduzir suas experiências territoriais em narrativas consistentes e criativas.
Reconhecimento e impacto na formação estudantil
A cerimônia de premiação ocorreu no dia 30 de setembro de 2026, no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador. O evento reuniu a comunidade escolar, familiares e representantes de instituições parceiras para celebrar as produções vencedoras. A premiação incluiu dispositivos tecnológicos como iPhones 17 e notebooks, além de experiências de lazer para os professores orientadores, reconhecendo o papel fundamental desses profissionais na mediação do conhecimento.
Para Márcia Firmino, coordenadora pedagógica do programa, o concurso é um convite para que os estudantes reconheçam o valor de suas histórias. Ao documentar seus territórios, os jovens não apenas exercitam o jornalismo, mas também dão visibilidade a vozes e perspectivas que compõem a identidade regional. Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas no portal oficial do Grupo A TARDE.
Fonte: atarde.com.br
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