No Hospital Casa de Retiro São Francisco, localizado no bairro Horto Florestal, em Salvador, uma abordagem integrada de cuidados paliativos tem transformado a rotina de Izamar Galliza. Aos 50 anos, o paciente, que enfrentou um tumor cerebral avançado e cinco procedimentos cirúrgicos de alto risco, encontra na assistência multiprofissional um caminho para recuperar capacidades funcionais e resgatar sua qualidade de vida.
A história de Izamar ganha destaque no Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado neste sábado (10). Após quatro meses e meio de internação hospitalar convencional, a mudança para a unidade especializada, por iniciativa de sua esposa, Nelma Galliza, marcou uma virada em seu tratamento. O caso ilustra como o suporte especializado pode oferecer dignidade e progresso, mesmo diante de quadros clínicos complexos.
A superação de estigmas sobre cuidados paliativos
A trajetória de Izamar ajuda a desconstruir o equívoco comum de que os cuidados paliativos são destinados exclusivamente a pacientes em estágio terminal. Longe de representar a interrupção de tratamentos ou a desistência, essa abordagem foca na prevenção e no alívio do sofrimento, integrando necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais.
Para a família, a transição foi fundamental. Nelma relata que, no ambiente anterior, o clima era de desânimo, enquanto no Hospital Casa de Retiro São Francisco, a proposta é focada na reabilitação dentro das possibilidades reais do paciente. Essa mudança de perspectiva renovou a vontade de viver e a capacidade de interação social de Izamar.
Resultados práticos na rotina hospitalar
O plano de cuidados, que envolve fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, tem gerado resultados mensuráveis. O paciente, que utiliza traqueostomia, já apresenta avanços significativos, como a redução da dependência de ventilação mecânica, que agora é utilizada apenas durante o sono.
Além disso, Izamar recuperou movimentos limitados e voltou a sentir sensações na faringe, o que permitiu o início da alimentação por via oral. Essas conquistas, somadas a atividades de bem-estar como ouvir música e tomar sol, reforçam a importância de um atendimento humanizado, conforme detalhado pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos.
Integração entre bem-estar e tratamento
A rotina do paciente no hospital é estruturada para promover o conforto emocional. Izamar descreve momentos de conexão com o ambiente externo, como ouvir o canto dos pássaros pela manhã e assistir ao pôr do sol acompanhado de música, o que ele define como uma fonte de força para seguir firme no processo de recuperação.
Essa integração entre o tratamento clínico e o suporte psicossocial é o pilar da assistência oferecida na unidade. Ao tratar o indivíduo de forma holística, a equipe médica consegue não apenas gerenciar os sintomas da doença, mas também devolver ao paciente a autonomia possível dentro de sua condição atual.
Fonte: bahianoticias.com.br
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
