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“Defeca pela boca”, diz Soraya Thronicke sobre influenciador bolsonarista que disse que mulher não sabe votar

"Defeca pela boca", diz Soraya Thronicke sobre influenciador bolsonarista que disse que mulher não sabe votar

Nesta terça-feira (30), a senadora Soraya Thronicke (PSB/MS) respondeu a uma declaração do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, que, em um vídeo criticando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmou que as mulheres “estatisticamente votam mal”. Soraya anunciou que acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Figueiredo, que é neto do ex-presidente João Figueiredo e reside atualmente nos Estados Unidos.

No vídeo veiculado na segunda-feira (29), Paulo Figueiredo, que está sendo investigado por coação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não apresentou dados ou pesquisas que sustentassem sua afirmação sobre o comportamento eleitoral feminino. Ele declarou que mulheres solteiras tendem a votar de maneira menos favorável, enquanto mulheres casadas geralmente seguem a escolha do marido.

Em sua postagem na rede X, Soraya Thronicke criticou Figueiredo, afirmando que ele “defeca pela boca”. A senadora pediu que o influenciador seja impedido de se comunicar publicamente por meio de redes sociais e outros canais. Ela o chamou de “traidor da pátria” e fez uma série de críticas, destacando que suas declarações ofendem todas as mulheres.

Paulo Figueiredo mantém proximidade com a família Bolsonaro e, nos Estados Unidos, colabora com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Juntos, eles tentam pressionar autoridades americanas a impor sanções contra figuras brasileiras, especialmente ministros do STF. A atuação de Figueiredo nos EUA, que resultou em tarifas contra o Brasil durante o governo Trump, levou Soraya a qualificá-lo como “traidor”. Ela também enfatizou que “o Brasil não é os EUA” e o chamou de “zé ninguém”.

Soraya Thronicke, que busca a reeleição pelo Mato Grosso do Sul, ressaltou que a violência política de gênero não afeta apenas a mulher diretamente ofendida, mas atinge todas as mulheres. Ela concluiu afirmando que a violência política de gênero é uma questão que deve ser tratada com seriedade e que, por isso, oficiou a PGR para que inicie uma ação penal o mais rápido possível.


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