Um delegado aposentado da Polícia Federal foi preso em flagrante na última quinta-feira, 20, após ser acusado de tentar subtrair mercadorias de um supermercado de grande porte localizado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O episódio mobilizou equipes de segurança do estabelecimento e autoridades policiais locais.
Dinâmica da abordagem e acusação de furto
Segundo informações fornecidas pela Polícia Militar, o ex-agente, identificado como Hélio Khristian Cunha de Almeida, teria passado pelo caixa do estabelecimento e efetuado o pagamento apenas de uma parcela dos produtos selecionados. Os itens restantes, avaliados em aproximadamente R$ 500, foram ocultados em sacolas separadas na tentativa de deixar o local sem a devida quitação.
A manobra foi identificada pelos seguranças do supermercado, que realizaram a abordagem no estacionamento da unidade. Após a constatação da irregularidade, o homem foi detido e conduzido à 16ª DP (Barra da Tijuca) para a formalização do procedimento policial.
Histórico de reincidência no estabelecimento
Relatos colhidos junto a funcionários do supermercado e entregues às autoridades sugerem que esta não teria sido a primeira vez que o ex-servidor adotou tal conduta na mesma unidade. Em uma ocorrência anterior, o homem teria sido flagrado em situação semelhante, sendo orientado a realizar o pagamento dos valores devidos e liberado sem que houvesse o registro formal de um boletim de ocorrência.
Desdobramentos legais e trajetória do acusado
O delegado Neilson dos Santos Nogueira, titular da 16ª DP, confirmou que o acusado foi autuado em flagrante pelo crime de furto. Após os trâmites iniciais, ele foi encaminhado à SEAP, onde permanece à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia, conforme reportado pelo portal A TARDE.
Hélio Khristian possui uma trajetória profissional marcada por cargos de relevância, com remuneração bruta mensal de delegado aposentado fixada em cerca de R$ 41 mil. No passado, o ex-policial chegou a ser investigado por suposta obstrução de Justiça no caso que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, tendo sido, contudo, formalmente inocentado ao término dos processos judiciais.
Fonte: atarde.com.br
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