A corrida eleitoral ao Senado pelo Paraná ganhou um capítulo inusitado com a semelhança entre as peças de comunicação dos candidatos Deltan Dallagnol, do partido Novo, e Alexandre Curi, do Republicanos. A controvérsia gira em torno da utilização de slogans praticamente idênticos, que têm dominado as discussões nas redes sociais e nos materiais de campanha de ambos os postulantes ao cargo.
O embate teve início quando a campanha de Alexandre Curi passou a veicular a frase “Menos Brasília, mais Paraná”. Poucos dias depois, o ex-promotor Deltan Dallagnol adotou uma variação da mesma mensagem, utilizando a ordem invertida: “Mais Paraná, menos Brasília”. A coincidência na escolha das palavras gerou questionamentos imediatos sobre a originalidade das estratégias de marketing adotadas pelos dois grupos políticos.
Estratégias de marketing e reações da campanha
Diante da semelhança, a equipe de Alexandre Curi optou por não judicializar a questão. Em vez de recorrer à Justiça Eleitoral, os assessores do candidato do Republicanos decidiram adotar uma postura de sátira. A estratégia consiste em apontar o uso do comando “Ctrl+C, Ctrl+V” pelo adversário, sugerindo uma cópia direta do conteúdo que já circulava na praça pública há cerca de uma semana.
Questionada sobre a polêmica, a assessoria de Deltan Dallagnol buscou mudar o foco da discussão. Em um novo material enviado após a repercussão, o candidato passou a utilizar a frase “Vote em quem não vive de slogan!”, acompanhada pelo complemento: “Mais Paraná, menos Brasília. E sem diários secretos”. O movimento tenta deslocar o debate da originalidade publicitária para o histórico político dos concorrentes.
O histórico dos diários secretos na política paranaense
A menção de Dallagnol aos “diários secretos” faz referência a um escândalo de corrupção que impactou a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O caso, que envolveu desvios que, segundo estimativas, superaram a marca de R$ 250 milhões, foi um dos episódios de maior desgaste na política estadual nos últimos anos.
É importante ressaltar que Alexandre Curi, que exercia o mandato de deputado estadual durante o período em que o caso veio à tona, chegou a ser alvo de investigações. No entanto, o desfecho jurídico foi favorável ao parlamentar: os inquéritos relacionados ao caso foram trancados e o Tribunal de Justiça do Paraná julgou a ação improcedente, encerrando a tramitação do processo contra ele. Para mais detalhes sobre o cenário político, consulte o portal Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: politicalivre.com.br
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