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Desafios do setor de seguros na era da crise climática em debate em São Paulo

Desafios do setor de seguros na era da crise climática em debate em São Paulo

A crise climática tem gerado novos desafios para o setor de seguros, tema central do World Climate Summit realizado em São Paulo no dia 6 de outubro. O evento, intitulado ‘Riscos climáticos e o setor segurador: como ampliar a resiliência do Brasil?’, abordou a importância dos seguros diante dos desastres ambientais que têm se intensificado nos últimos anos.

El Niño e a proteção financeira

No primeiro painel, intitulado ‘El Niño, riscos climáticos e proteção financeira: fortalecendo a cultura da proteção e mitigando perdas’, especialistas discutiram a nova realidade ambiental e os desafios que ela impõe. A presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), Thelma Krug, enfatizou a necessidade de os municípios se prepararem para implementar políticas de prevenção e mitigação. “As cidades têm que se preparar e elas sabem o que têm que fazer. Soluções existem, e precisamos planejar e nos adaptar”, afirmou.

Antônio Costa e Silva, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério das Cidades, destacou a relação entre desastres ambientais e desigualdades sociais. “Não é um desastre natural; os desastres geram catástrofes quando há desigualdade e vulnerabilidade”, explicou, ressaltando a importância de uma abordagem integrada.

Infraestrutura resiliente e sensibilização municipal

Durante o segundo painel, que abordou ‘Infraestrutura resiliente’, Luciene Machado, superintendente de Estruturação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apontou para um crescente movimento de sensibilização entre os municípios na elaboração de projetos de infraestrutura que considerem as mudanças climáticas. “Os municípios estão mais conscientes da importância de mapear as consequências das mudanças climáticas e integrar isso ao orçamento”, disse.

Machado também destacou a necessidade de capacitação dos gestores para que possam desenvolver modelos adequados às novas realidades climáticas. “Precisamos sensibilizar os gestores para que possamos conduzir um modelo que atenda ao cenário atual”, afirmou.

O papel do setor segurador na adaptação climática

O evento também abordou o papel crucial do setor segurador na adaptação às mudanças climáticas. Com o aumento da frequência e intensidade de desastres naturais, as seguradoras precisam repensar suas estratégias para garantir a proteção financeira dos cidadãos e a resiliência das comunidades. A discussão enfatizou a necessidade de inovação e adaptação dos produtos de seguros para atender a essa nova realidade.

Os debates realizados no World Climate Summit refletem a urgência de ações coordenadas entre governo, setor privado e sociedade civil para enfrentar os desafios impostos pela crise climática. A colaboração entre esses setores é essencial para garantir um futuro mais seguro e sustentável para o Brasil.

Fonte: atarde.com.br


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