O preço do diesel S10 registrou uma trajetória de alta expressiva ao longo de 2026, acumulando uma variação de 11,6% entre janeiro e agosto. O levantamento, realizado pela TruckPag, baseia-se em dados reais de abastecimento coletados em mais de 4.800 postos credenciados, com foco em rodovias onde circula a maior parte da frota pesada brasileira.
Disparidade regional no custo do combustível
A análise aponta que a Bahia lidera o ranking de estados com maior elevação no valor do litro, registrando um avanço de 19,26% em comparação à base de fevereiro. O cenário de encarecimento é generalizado, com o Piauí apresentando alta de 18,55%, seguido por Maranhão e Ceará, que também superaram a marca de 16% de aumento. Na Região Norte, o Tocantins destacou-se com uma variação de 13,69%.
Em contrapartida, o Rio Grande do Sul apresentou o menor índice de variação nacional, fixando-se em 5,85%. É importante notar que nenhum estado brasileiro registrou queda no acumulado do período, confirmando que o combustível permanece em um patamar de preço superior ao observado no início do ano em todo o território nacional.
Comportamento dos preços e perspectivas de mercado
Após atingir o pico de R$ 7,13 por litro em abril, o diesel apresentou uma trajetória de retração, encerrando agosto com a média de R$ 6,45. Embora represente uma queda de 9,5% em relação ao valor máximo registrado no ano, o preço ainda se mantém acima dos R$ 5,78 observados em janeiro. Esse movimento indica uma fase de acomodação após meses de volatilidade acentuada.
Kassio Seefeld, CEO e fundador da TruckPag, ressalta que, apesar da estabilização recente, o custo operacional das transportadoras continua pressionado. “Em um setor que opera com margens apertadas, oscilações como essas exigem planejamento financeiro, revisão constante dos custos operacionais e maior eficiência na gestão do abastecimento”, afirma o executivo.
Gestão operacional diante da instabilidade
A expectativa para os próximos meses é de continuidade na estabilidade, desde que não ocorram choques externos significativos. Fatores como a oscilação do preço do petróleo, variações cambiais e alterações na política de preços das refinarias continuam sendo variáveis críticas para o setor de logística.
Para as empresas de transporte, o cenário atual exige disciplina rigorosa na gestão de frotas. O diesel, por ser um dos principais componentes das despesas operacionais, demanda monitoramento constante para que as companhias consigam manter a viabilidade do negócio em um ambiente de preços estruturalmente elevados.
Fonte: atarde.com.br
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