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Haddad questiona pesquisas eleitorais e prioriza dados internos do PT em São Paulo

Haddad questiona pesquisas eleitorais e prioriza dados internos do PT em São Paulo

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), manifestou ceticismo em relação aos números apresentados pelas recentes pesquisas eleitorais. Em declarações feitas neste sábado (22/8), o petista minimizou a vantagem atribuída ao seu principal adversário, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e afirmou que prefere basear sua estratégia nos levantamentos internos realizados pelo Partido dos Trabalhadores.

O questionamento de Haddad surge um dia após a divulgação de um levantamento do Datafolha, que indicou Tarcísio com 45% das intenções de voto, enquanto o petista apareceu com 27%. O candidato do PT também levantou dúvidas sobre o desempenho de outros postulantes ao cargo, questionando o fato de quatro nomes, por ele classificados como desconhecidos, somarem 9% das preferências do eleitorado.

Propostas para a rede estadual de ensino

Durante evento realizado na zona oeste da capital paulista, Haddad apresentou diretrizes para a área da educação. O plano de governo foca na expansão do ensino em tempo integral, com a promessa de dobrar o número de vagas disponíveis nas escolas estaduais. Além disso, o candidato defendeu a recomposição salarial dos professores e a implementação de planos de carreira estruturados exclusivamente por meio de concursos públicos.

A estratégia educacional do petista inclui a expansão dos Centros de Educação Unificados (CEUs) para o interior e o litoral do estado. O projeto também prevê a criação do programa Pé de Meia Paulista, uma iniciativa de poupança voltada para incentivar a permanência e o desempenho dos estudantes na rede pública.

Críticas à gestão atual e diretrizes pedagógicas

O candidato aproveitou a ocasião para tecer críticas contundentes à administração do atual governo estadual. A equipe de campanha de Haddad apontou que, sob a gestão de Tarcísio de Freitas, o estado de São Paulo atingiu a 10ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), resultado que o petista considera insuficiente.

Haddad reafirmou sua oposição ao modelo de escolas cívico-militares e à terceirização de unidades de ensino. O candidato defendeu ainda uma revisão no uso de plataformas digitais em sala de aula, propondo o fim das metas rígidas de tempo de tela impostas aos docentes, sob o argumento de que é necessário reconhecer falhas nas políticas implementadas recentemente.

Apoio político e articulação de campanha

O ato de campanha contou com a presença de figuras de peso da política nacional, como a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também esteve presente, reforçando o histórico de Haddad como ex-Ministro da Educação. O candidato a vice na chapa, Márcio França (PSB), não compareceu ao evento devido a um compromisso de ordem pessoal.

Fonte: metropoles.com


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