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Equoterapia promove desenvolvimento e autonomia para jovens no Distrito Federal

Equoterapia promove desenvolvimento e autonomia para jovens no Distrito Federal

A equoterapia consolidou-se como uma ferramenta terapêutica essencial para o desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiências e transtornos no Distrito Federal. Realizado no Campus de Planaltina do Instituto Federal de Brasília (IFB), o método utiliza o contato direto com cavalos para estimular ganhos físicos, psicológicos e sociais significativos em pacientes com diagnósticos variados.

Para famílias como a de Isaac Aquino dos Santos, de 8 anos, o projeto representa um divisor de águas no cotidiano. Diagnosticado com autismo nível 3 de suporte e deficiência intelectual, o menino frequenta as sessões semanais há três anos. Segundo sua mãe, Daniela Aquino, os avanços observados em sua autonomia e controle corporal são acompanhados de perto por especialistas, que apontam a atividade como um dos pilares mais eficazes em seu tratamento.

Benefícios terapêuticos e o movimento do cavalo

O sucesso da equoterapia reside na utilização do movimento tridimensional do cavalo, que exige do praticante um constante ajuste de equilíbrio e postura. Durante as sessões, que possuem duração média de 50 minutos, a interação com o animal promove um ambiente estimulante para o desenvolvimento da coordenação motora e da percepção corporal.

Além dos aspectos físicos, o método é amplamente recomendado para o tratamento de diversas condições, incluindo síndrome de Down, síndrome de Rett, depressão, paralisia cerebral, acidente vascular cerebral (AVC) e distrofia muscular. A prática auxilia na regulação emocional e no fortalecimento da autoconfiança, refletindo diretamente na capacidade de comunicação e socialização dos participantes.

Impacto na socialização e qualidade de vida

Os resultados positivos não se restringem apenas a Isaac. Outros jovens, como Emanuelle Lopes, de 13 anos, também apresentam melhorias notáveis após a integração ao programa. Relatos de familiares indicam que a adolescente tornou-se mais comunicativa, segura e tranquila após iniciar o acompanhamento contínuo com a equipe especializada do IFB.

A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Educação do DF, demonstra como a abordagem multidisciplinar pode transformar a rotina de pacientes. O acompanhamento rigoroso dos relatórios produzidos pelos terapeutas permite que médicos e educadores ajustem as estratégias de cuidado, garantindo que cada sessão contribua para a evolução individual de cada jovem.

Fonte: metropoles.com


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