O Colégio Anísio Teixeira, localizado em Feira de Santana, iniciou uma apuração rigorosa após denúncias graves envolvendo estudantes do 9º ano. A instituição foi alvo de repercussão nas redes sociais após a circulação de informações sobre a existência de uma lista que classificava colegas do sexo feminino com o termo “estupráveis”.
De acordo com relatos que ganharam visibilidade, o documento contendo os nomes das alunas teria sido exposto em uma das paredes da sala de aula. A administração da escola agiu prontamente para retirar o material assim que tomou conhecimento da situação, dando início aos procedimentos internos de investigação.
Denúncias de apologia à violência e conduta escolar
Além da lista discriminatória, a comunidade escolar foi surpreendida por denúncias adicionais sobre o comportamento de alunos durante atividades pedagógicas. Relatos apontam que estudantes teriam se fantasiado de figuras associadas a crimes de grande repercussão, incluindo casos de violência sexual e feminicídio, como o ex-goleiro Bruno, o ex-jogador Daniel Alves e Lázaro Barbosa.
Essas ações levantaram questionamentos sobre o ambiente de convivência dentro da unidade de ensino. A exposição de tais figuras em um contexto escolar foi interpretada como uma forma de normalização ou banalização de crimes graves, gerando indignação entre pais e responsáveis pelos alunos.
Posicionamento oficial e medidas pedagógicas
Em nota oficial, o Colégio Anísio Teixeira afirmou que está acompanhando todos os fatos relatados com a devida atenção. A instituição ressaltou que segue as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os regimentos internos para aplicar as medidas pedagógicas cabíveis a cada caso.
A escola reforçou seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, livre de qualquer forma de discriminação, constrangimento ou violência. Devido à proteção integral garantida por lei aos menores de idade, a instituição informou que os detalhes específicos das sanções e a identidade dos envolvidos serão mantidos sob sigilo para preservar a privacidade dos estudantes.
Fonte: bahianoticias.com.br
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