Em um movimento decisivo para a segurança regional, Estados Unidos, Colômbia e Equador formalizaram uma nova cooperação militar voltada ao desmantelamento de cartéis e organizações narcoterroristas que operam na zona fronteiriça entre os dois países sul-americanos. A estratégia foi consolidada em uma reunião de alto nível realizada nesta quinta-feira (27/8), na cidade de San Lorenzo, no Equador, reunindo autoridades de defesa e comandantes militares das três nações.
O encontro contou com a presença do comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L. Donovan, acompanhado pelo ministro da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora, e pelo comandante-geral das Forças Armadas colombianas, major-general Erick Rodríguez Aparicio. Representando o governo anfitrião, participaram o ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas equatorianas, general Henry Delgado Salvador. A reunião também incluiu o major-general Kevin J. Jarrard, comandante da Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental dos EUA.
Estratégia conjunta contra o narcotráfico
O general Francis L. Donovan enfatizou que a região fronteiriça entre Colômbia e Equador funciona como um ponto de estrangulamento geográfico, historicamente explorado por grupos criminosos para rotas de tráfico e refúgio. Segundo o militar, a nova aliança visa alterar essa dinâmica de segurança através de ações coordenadas e contundentes.
O plano de ação estabelecido pelos três países foca em três pilares fundamentais: a localização e captura das lideranças dos cartéis, a destruição sistemática de suas cadeias logísticas e a eliminação permanente de áreas de refúgio para esses grupos. A iniciativa busca impedir que a geografia local continue sendo um facilitador para o crime organizado transnacional.
Integração à Coalizão das Américas
A cooperação reforçada ocorre em um momento em que a Colômbia passa a integrar oficialmente a Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (A3C). Liderada por Washington, a iniciativa busca ampliar a interoperabilidade entre nações do continente no enfrentamento ao narcotráfico e ao terrorismo. A adesão de Bogotá marca uma nova fase na cooperação de segurança entre o governo de Donald Trump e a administração do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella.
Para o governo dos Estados Unidos, a Colômbia permanece como um parceiro histórico e estratégico na manutenção da estabilidade do Hemisfério Ocidental. Paralelamente às ações militares, o governo colombiano trabalha em uma reforma legislativa que visa classificar formalmente guerrilheiros e narcotraficantes como terroristas, endurecendo o tratamento jurídico dado a essas organizações criminosas. Mais informações sobre o cenário regional podem ser acompanhadas pelo Comando Sul dos Estados Unidos.
Fonte: metropoles.com
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