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Exposição em Salvador explora o futuro pós-apocalíptico e a resiliência humana

Exposição em Salvador explora o futuro pós-apocalíptico e a resiliência humana

A Caixa Cultural Salvador inaugura, em 27 de agosto, a exposição O Amanhã Não Existe, uma reflexão visual sobre o colapso da sociedade contemporânea. Sob o olhar do fotógrafo francês Denis Rouvre, a mostra utiliza o cenário distópico para provocar debates urgentes sobre mudanças climáticas, desigualdade social e o consumo desenfreado. O projeto permanece aberto ao público até 25 de outubro, com entrada gratuita.

Fotografia como narrativa de um futuro distópico

A exposição é composta por 43 fotografias capturadas no Ceará, estado onde o artista reside atualmente. A narrativa visual é dividida em quatro núcleos temáticos: A Linha que se Dissolve, A Nova Humanidade, O Dia Seguinte e O Divino que se Revela. As imagens misturam registros da realidade com projeções de um futuro imaginado, onde os personagens surgem como sobreviventes que reinventam sua existência a partir de resíduos urbanos e elementos naturais.

A estética da mostra, que remete visualmente a produções cinematográficas como Mad Max, aposta em ambientes minimalistas com tons de chumbo e iluminação focada. Segundo o curador Bruno Ko, o projeto coloca o ser humano no centro da discussão, questionando quais ações no presente podem mitigar o impacto das nossas relações com o mundo e com o meio ambiente.

Cenários cearenses e a trajetória de Denis Rouvre

As locações escolhidas para o ensaio fotográfico incluem pontos icônicos como Jericoacoara, Tatajuba e a capital Fortaleza. Na capital, o artista explorou locais como a Comunidade do Pirambu e o antigo Edifício São Pedro. O uso de materiais descartados nos figurinos dos personagens simboliza a resistência e a capacidade de adaptação humana diante da escassez.

Com uma carreira consolidada, Denis Rouvre já fotografou personalidades como Robert De Niro e Tilda Swinton, acumulando passagens por veículos renomados como o The New York Times Magazine. Radicado no Brasil há mais de uma década, o fotógrafo desenvolveu nove projetos autorais no país entre 2014 e 2024, consolidando sua conexão profunda com a cultura e a paisagem brasileira.

Programação educativa e acessibilidade

Além da exibição das obras, o projeto oferece uma série de atividades formativas gratuitas. Em 29 de agosto, o autor conduz uma visita guiada e a palestra O que ainda pode nascer do descarte. Entre 4 e 6 de setembro, o fotógrafo ministra uma Oficina de Fotografia de Retrato, aprofundando os conceitos técnicos e artísticos da exposição.

A acessibilidade foi um pilar central na montagem da mostra. O espaço conta com recursos inclusivos para garantir que todos os públicos possam interagir com as obras:

  • Fotografias e pisos táteis.
  • Placas informativas em braile.
  • QR codes com audiodescrição.
  • Áreas amplas para circulação de cadeirantes.

Fonte: atarde.com.br


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