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Fila do INSS atinge menor patamar desde 2023 sob nova gestão

Fila do INSS atinge menor patamar desde 2023 sob nova gestão

Após enfrentar um período crítico de represamento de pedidos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma queda expressiva em seu estoque de requerimentos. Ao final de julho, o órgão contabilizou 374 mil processos em análise, marcando o menor volume registrado desde janeiro de 2023. O resultado representa uma redução de 80% em comparação ao pico de 3,1 milhões de solicitações que aguardavam resposta há cinco meses.

Gestão e estratégia na presidência do INSS

A mudança no cenário administrativo ocorreu após a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira para a presidência do instituto em 13 de abril. Servidora de carreira e ex-secretária executiva adjunta do Ministério da Previdência Social, ela substituiu Gilberto Weller com a diretriz clara de destravar o fluxo de processos. A gestão anterior havia enfrentado dificuldades operacionais, chegando a declarar a inviabilidade de cumprir promessas de campanha relacionadas à agilidade do atendimento.

O sucesso na redução da fila está diretamente atrelado ao aumento da produtividade interna. Em julho, o INSS atingiu a marca histórica de 1,658 milhão de análises concluídas em um único mês, superando o recorde anterior de 1,626 milhão, registrado em março. Esse esforço concentrado permitiu que o estoque de pedidos retornasse a patamares anteriores ao início da atual gestão federal.

Análise de concessões e critérios de indeferimento

Apesar do volume recorde de processamento, os dados do primeiro semestre de 2026 revelam um equilíbrio entre aprovações e negativas. O instituto concedeu 4,2 milhões de benefícios, enquanto 4,3 milhões de pedidos foram indeferidos, resultando em uma taxa de concessão de aproximadamente 49,5%. O portal oficial do INSS detalha que as negativas variam conforme a natureza do benefício solicitado.

  • Benefícios por incapacidade: o principal motivo de indeferimento foi a ausência de reconhecimento da incapacidade pela perícia médica.
  • BPC: a maior parte das negativas decorreu do não atendimento aos critérios de deficiência.
  • Pensões: a falta de comprovação da qualidade de dependente foi a causa predominante.
  • Aposentadorias: o descumprimento de legislações específicas ou especiais liderou as recusas.

A trajetória de queda na fila, iniciada em fevereiro de 2023 com 1,2 milhão de pedidos, havia passado por um crescimento vertiginoso, atingindo 2,3 milhões em janeiro de 2025. Com a atual estabilização, o órgão busca manter a capacidade operacional para evitar novos represamentos e garantir a eficiência no atendimento aos segurados.

Fonte: bahianoticias.com.br


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