O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa nesta quinta-feira de um jantar oficial promovido pela CPAC, conferência conservadora sediada em Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump localizada na Flórida. O parlamentar viajou para o território norte-americano após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito presidencial brasileiro.
Durante a solenidade no clube privado em Palm Beach, o senador vai dividir o palco com o ator Jim Caviezel. A presença no evento integra os esforços do congressista para estreitar laços com o círculo político conservador internacional, contando com a articulação do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Envolvimento em projeto cinematográfico e investigações
Jim Caviezel foi escolhido para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no longa-metragem Dark Horse. A produção cinematográfica virou alvo de apuração da Polícia Federal após a identificação de diálogos entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a respeito da captação de recursos para a obra.
As mensagens interceptadas revelam que Flávio discutia com Vorcaro o aporte financeiro para o filme, incluindo cobranças relativas ao pagamento do ator e do cineasta Cyrus Nowrasteh. O parlamentar admitiu ter intermediado o financiamento, mas refutou a prática de quaisquer ilegalidades nas tratativas.
Cronograma do evento e articulação política internacional
De acordo com a agenda oficial informada pelos organizadores, a programação da conferência ocorre entre 4 e 7 de novembro, reunindo expoentes da direita americana e global. Eduardo Bolsonaro também figura na lista de conferencistas confirmados para a convenção internacional.
Embora o jantar seja sediado na propriedade do magnata americano, a presença direta de Donald Trump não foi confirmada para a ocasião. O líder norte-americano declarou recentemente não ter agendas previstas para receber o parlamentar brasileiro, ressaltando contudo que ele tinha permissão para permanecer no país.
Saída do território brasileiro e repercussão partidária
A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ocorreu no final de outubro, ocasião em que o senador contestou o resultado das urnas e não cumpriu a ordem de entrega dos passaportes determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O congressista passou a residir na Flórida acompanhado de familiares.
Logo após desembarcar no exterior, o parlamentar veiculou uma carta contestando a lisura do pleito eleitoral sem a apresentação de provas e manifestando intenção de capitanear a oposição internacionalmente. O posicionamento gerou mal-estar na cúpula do PL e junto a aliados defensores de atuação institucional no Congresso Nacional.
Fonte: atarde.com.br
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