Julgamento foi realizado após anos de tramitação do processo e precisou ser concluído à luz de lanternas devido a uma queda de energia provocada por fortes chuvas e ventos.
Dois irmãos foram condenados pelo Tribunal do Júri em uma sessão realizada na terça-feira (27 de outubro), no Fórum Professor Raimundo Brito, no município de Tucano, nordeste da Bahia. O julgamento está relacionado à morte de Elisvaldo Jesus de Andrade, ocorrida em dezembro de 2018, na zona rural do município.
A sessão chamou atenção por uma situação inusitada: devido a uma queda no fornecimento de energia elétrica, provocada pelas fortes chuvas e ventos, os trabalhos precisaram ser concluídos à luz de lanternas. Mesmo diante da interrupção, a juíza responsável pelo julgamento decidiu dar continuidade à sessão, evitando um novo adiamento.
Penas aplicadas aos dois irmãos
Lucilene Jesus de Andrade, conhecida como “Fia”, foi condenada a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão, pelo crime de homicídio triplamente qualificado.
Já Albertino Jesus de Andrade, conhecido como “Marreta”, recebeu pena de um ano e dois meses de prisão, além de 11 dias-multa, pelo crime de destruição de cadáver.
As condenações foram definidas após a análise do caso pelo Conselho de Sentença, encerrando uma etapa de um processo que se arrastava há vários anos na Justiça.
Crime aconteceu em dezembro de 2018
O caso ocorreu em 16 de dezembro de 2018, no povoado Pedra Grande da Tiririca, zona rural de Tucano.
De acordo com as informações atribuídas ao Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma discussão familiar envolvendo a utilização de um veículo pertencente à mãe dos envolvidos.
Durante o episódio, Elisvaldo Jesus de Andrade foi atingido por golpes de faca e machado. Posteriormente, o corpo da vítima foi carbonizado.
A investigação e o processo judicial resultaram na responsabilização dos dois irmãos por crimes distintos, conforme as condenações estabelecidas pelo Tribunal do Júri.
Julgamento foi mantido mesmo após queda de energia
A sessão foi presidida pela juíza Marina Torres Lima, que decidiu manter o julgamento mesmo depois da interrupção do fornecimento de energia elétrica no fórum.
A decisão contou com o apoio do Ministério Público e da Defensoria Pública. A continuidade dos trabalhos evitou um novo adiamento, considerando que aquela já era a segunda tentativa de realização do júri.
Outro aspecto destacado nas informações divulgadas sobre o caso é o período em que os acusados permaneceram presos preventivamente. Lucilene ficou sete anos nessa condição, enquanto Albertino já havia cumprido cinco anos de prisão anteriormente.
Com a conclusão do julgamento e a definição das penas, o processo relacionado à morte de Elisvaldo Jesus de Andrade alcançou uma nova etapa após quase oito anos desde o crime.
DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO
*Com informações de Gil Santos Noticias
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