Após uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada à arte da imagem, o fotógrafo baiano Armando CR apresenta ao público sua mais recente obra editorial. Intitulado Retratos da Alma, o livro consolida o segundo grande projeto autoral do artista, reunindo um acervo de 80 fotografias capturadas ao redor do globo, acompanhadas por relatos que contextualizam os bastidores de cada registro.
Uma jornada visual por diversas culturas
A publicação, que conta com 160 páginas, funciona como um mosaico de vivências humanas. O fotógrafo percorreu nações como Índia, Cuba, Marrocos, Vietnã, Indonésia, Camboja, Butão e Myanmar, sem esquecer as raízes brasileiras. O objetivo central da obra é estabelecer uma conexão entre memórias e modos de vida distintos, utilizando a experiência humana como fio condutor.
Para o autor, cada clique representa um encontro singular. O trabalho busca transcender a simples captura de rostos, focando em revelar sentimentos e elementos que aproximam indivíduos de diferentes origens, conforme detalhado em A TARDE.
A transição para a estética das cores
Historicamente reconhecido por sua maestria na fotografia em preto e branco, Armando CR surpreende em Retratos da Alma ao adotar uma nova linguagem visual. Nesta obra, as imagens coloridas assumem o protagonismo, permitindo que detalhes, atmosferas e expressões dos personagens ganhem uma nova dimensão narrativa.
Essa mudança de estilo preserva a sensibilidade característica do fotógrafo, mas expande os recursos visuais disponíveis. A escolha pela cor amplia a capacidade de imersão do leitor, aproximando-o dos cenários e das emoções capturadas durante as viagens internacionais e nacionais.
A influência constante da Bahia
Embora o projeto tenha um alcance global, a identidade baiana permanece como um pilar fundamental na produção de Armando CR. Nascido em Salvador, o artista mantém um olhar atento às tradições, ao cotidiano e aos gestos que definem a cultura local, integrando essas referências ao seu vasto portfólio internacional.
As obras do fotógrafo já circularam por diversas exposições ao redor do mundo, consolidando seu nome como um observador atento das relações humanas. Com o novo livro, ele reforça a fotografia como uma ferramenta poderosa para narrar histórias de afeto e resiliência, independentemente das fronteiras geográficas.
Fonte: atarde.com.br
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