Manaus amanheceu sob uma densa camada de fumaça recentemente, marcando o segundo dia consecutivo com visibilidade comprometida e a qualidade do ar em níveis alarmantes. A situação persiste há mais de uma semana na capital amazonense, com dados indicando que a poluição atingiu patamares considerados “péssimos” em diversas áreas da cidade.
A persistência da fumaça, que tem gerado preocupação entre os moradores, é um reflexo direto dos incêndios florestais que assolam a Região Metropolitana e o leste do estado. As condições climáticas, como o tempo seco e o calor, contribuem para a propagação do fogo e a dispersão da fumaça sobre a área urbana.
Níveis alarmantes de poluição atmosférica na capital
O monitoramento realizado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), revelou que a qualidade do ar em Manaus está em estado crítico. O limite estabelecido para a classificação de “péssimo” é de 125 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas. No dia anterior à recente medição, a média diária na cidade alcançou 188,5 µg/m³, superando significativamente o patamar de alerta.
Em algumas localidades, os sensores registraram picos ainda mais elevados de poluição. No Distrito Industrial I, o índice chegou a 587,9 µg/m³. O bairro Morro da Liberdade também apresentou uma concentração crítica, com 437,4 µg/m³. Outras regiões como Parque 10, Compensa e Tarumã registraram marcas acima de 200 µg/m³, evidenciando a abrangência do problema na cidade.
Aumento expressivo de focos de queimadas na região
A origem da fumaça que encobre Manaus está diretamente ligada ao aumento dos incêndios florestais. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam para um cenário preocupante no estado do Amazonas, com um registro de 3.240 focos de queimadas em um período específico de setembro.
Este número representa um aumento de 244% em comparação com o mesmo período do ano anterior, indicando uma intensificação das ocorrências. O Corpo de Bombeiros tem alertado que, apesar das condições naturais favoráveis à propagação do fogo, como o tempo seco, a vasta maioria desses incêndios tem origem humana, seja por atos criminosos ou por descuido.
A situação exige atenção contínua das autoridades e da população para mitigar os impactos ambientais e na saúde pública, especialmente considerando a persistência da fumaça e a gravidade dos índices de poluição atmosférica.
Para mais informações sobre o monitoramento de queimadas no Brasil, consulte o portal do Inpe.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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