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Golpe do Comprovante do PIX: saiba como identificar e se defender

É inegável que o PIX é uma das formas de pagamento mais utilizadas nos últimos anos no Brasil, porém, com ele surgiram também novas modalidades de golpes, um deles sendo o “Golpe do Comprovante Falso”.

Toda vez que uma transação via PIX é feita, um comprovante de pagamento é emitido para garantir que a transação foi realizada, confirmando dados do pagador, do receptor e do valor enviado.

Porém, essa ferramenta, que deveria ser utilizada para garantir a legitimidade da transação, já se tornou ponto central de diversos golpes financeiros.

O golpe do comprovante falso pode ser aplicado de diversas formas, mas quase sempre segue o mesmo roteiro: O comprador envia um comprovante falso e tenta convencer o vendedor a concluir a negociação e enviar o item comprado antes da conferência do pagamento.

A partir desse roteiro, diversas formas do golpe do comprovante do PIX foram moldadas com o passar do tempo.

Uma das modalidades mais conhecidas é baseada na edição de um comprovante verdadeiro.

Com isso, o criminoso altera informações no documento, como valor, data, horário ou destinatário, e encaminha o arquivo à vítima.

A depender da qualidade da montagem, a fraude pode passar despercebida, principalmente em estabelecimentos de grande movimento ou em horários de grande fluxo de clientes.

Apps que reproduzem os comprovantes

Outra estratégia para burlar os comprovantes do PIX envolve a utilização de sites ou aplicativos que reproduzem a interface de bancos.

Nessas ferramentas, o golpista cria um documento visivelmente semelhante ao emitido após a conclusão do PIX. Apesar da semelhança, nenhuma operação é registrada no sistema de pagamento.

PIX
PIX – Foto: Divulgação

Outra modalidade de golpe recorrente é a do PIX agendado, em que o comprador agenda um PIX, envia o comprovante emitido pelo próprio banco, recebe a mercadoria negociada antes da data prevista para a transferência e, depois, cancela o agendamento.

Como o documento é autêntico, essa modalidade pode ser mais difícil de identificar à primeira vista.

PIX
PIX – Foto: Bruno Peres | Agência Brasil

Um comprovante falso bem elaborado pode enganar várias pessoas, até mesmo as que já estão acostumadas a receber PIX constantemente. Por isso, a análise não deve se limitar somente ao visual.

Os principais detalhes que os recebedores devem se atentar são as informações, se as informações da transação fazem sentido e correspondem ao momento da negociação.

Os dados de suma importância que devem ser verificados são:

  • O nome do pagador e do recebedor e se estão corretos;
  • O valor corresponde ao combinado;
  • A data e o horário batem com o momento da compra.

Caso alguém afirme ter acabado de realizar a transferência, mas o documento mostra outro horário ou data, interrompa a negociação e confirme o pagamento antes de prosseguir.

PIX
PIX – Foto: Reprodução | Internet

Após isso, observe a qualidade de imagem; alguns pontos podem demonstrar erros de edição, sendo eles:

  • Logotipos desfocados;
  • Fontes diferentes das utilizadas pelo banco;
  • Espaçamentos irregulares;
  • Textos desalinhados;
  • Erros de ortografia.

Capturas de tela com baixa resolução, partes cortadas ou elementos ocultos também merecem atenção, pois podem esconder informações importantes da transação.

Outro ponto que pode denunciar um possível golpe é o comportamento do comprador. Em negociações pela internet, por exemplo, é comum receber o comprovante por WhatsApp, seguido de mensagens pedindo velocidade no envio do pedido.

Antes de atender ao pedido, confirme se o pagamento aparece no extrato da conta.

A maneira mais segura e recomendada de confirmar que um PIX foi depositado corretamente é consultar o extrato ou o histórico de movimentações da conta que receberia a transferência.

Vale ressaltar que essa conferência deve ser feita no aplicativo, internet banking ou outro canal oficial do banco.

Caso o vendedor se der conta de que caiu em um golpe de comprovante falso, ele deve entrar em contato com sua instituição financeira assim que identificar a fraude.

Dependendo do caso, o banco poderá avaliar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), mecanismo do Banco Central do Brasil criado para tentar recuperar valores enviados em situações de golpe ou fraude.

Após isso, ele deve imediatamente registrar um boletim de ocorrência e reunir todas as provas disponíveis, como:

  • Conversas;
  • Comprovantes;
  • Notas fiscais;
  • Demais registros da negociação.

Esses documentos ajudam na análise da instituição financeira e podem ser utilizados durante a investigação.

Caso a compra ou a venda ocorra em um marketplace, aplicativo de mensagens ou rede social, a vítima do golpe ainda deve comunicar a plataforma sobre o ocorrido.

A denúncia pode contribuir para identificar a conta utilizada pelo golpista e impedir que ela seja usada para aplicar novas fraudes.

Fonte: A Tarde


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