Mandados de prisão preventiva foram cumpridos em São Paulo
Dois suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada no “golpe do falso advogado” foram presos nesta quinta-feira (8), durante a Operação Espectro, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos em São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, um homem de 30 anos e uma mulher de 25 foram presos durante a operação e vão responder por fraudes eletrônicas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Além das prisões, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão.
A Justiça também autorizou o bloqueio e o sequestro de até R$ 3,5 milhões em
contas bancárias ligadas aos investigados e a pessoas físicas e jurídicas suspeitas de atuar como intermediárias na movimentação dos valores obtidos com os golpes.
As investigações começaram após moradores de Curaçá, no norte da Bahia, procurarem a delegacia para denunciar prejuízos financeiros causados por contatos feitos pelos criminosos. A partir dos relatos, a Polícia Civil instaurou um inquérito para identificar os responsáveis pelo esquema e rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro desviado.
Segundo a apuração, o grupo atuava de forma organizada e dividia funções entre seus integrantes. Para encontrar possíveis vítimas, os suspeitos utilizavam ferramentas digitais para acessar informações de processos judiciais em andamento, como dados das partes envolvidas, valores de indenizações e nomes dos advogados responsáveis pelas ações.
Os suspeitos entravam em contato por aplicativos de mensagens se passando pelos advogados das vítimas. Durante a conversa, informavam que havia uma quantia a ser recebida em razão de uma suposta vitória judicial e enviavam documentos falsificados com aparência de autenticidade, incluindo alvarás e comunicados atribuídos ao Poder Judiciário.
Em uma segunda etapa da fraude, outro integrante do grupo assumia o papel de juiz responsável pelo processo. Por meio de uma chamada de vídeo, alegava ser necessário realizar uma audiência virtual para liberar os valores e orientava a vítima a compartilhar ou espelhar a tela do celular.
Fonte: Correio24horas
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