O governo federal intensificou a ofensiva contra o mercado de apostas on-line no país, encaminhando à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) uma lista que ultrapassa a marca de 10 mil sites para bloqueio imediato. A medida ocorre na esteira da implementação da medida provisória que estabeleceu a proibição das chamadas bets em território nacional, em vigor desde o dia 25 de setembro.
O balanço oficial das ações foi detalhado nesta sexta-feira (02/10/2026) pelos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Justiça, Wellington César. Durante a entrevista coletiva, os representantes do governo destacaram a celeridade do processo de fiscalização e a cooperação técnica necessária para retirar as plataformas do ar.
Expansão da fiscalização e números do bloqueio
A estratégia de contenção das plataformas de apostas tem apresentado um crescimento acelerado nos últimos dias. Segundo o ministro Wellington César, o volume de endereços eletrônicos identificados como irregulares dobrou em um curto intervalo de tempo, evidenciando a capilaridade dessas operações no ambiente digital brasileiro.
Os dados apresentados pelo Ministério da Justiça ilustram a progressão da força-tarefa:
- O primeiro balanço contabilizava 5.219 sites encaminhados para bloqueio.
- No dia anterior à coletiva, o número saltou para 8.357 plataformas.
- Atualmente, a lista já supera a marca de 10 mil sites, com tendência de alta contínua.
Cooperação técnica com a Anatel
A execução técnica do bloqueio depende diretamente da atuação da Anatel, que coordena com as operadoras de telecomunicações a interrupção do acesso aos domínios listados pelo governo. O trabalho conjunto visa garantir que as determinações legais sejam cumpridas de forma eficaz, impedindo que usuários brasileiros acessem os serviços proibidos pela nova legislação.
Para mais informações sobre o marco regulatório e as diretrizes do setor, consulte o portal oficial do Governo Federal. A fiscalização permanece ativa, com as autoridades monitorando novos domínios que tentam contornar as restrições impostas pela medida provisória.
Fonte: bahianoticias.com.br
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