Compartilhe
Link copiado com sucesso!

Governo do DF solicita nova audiência com Fux para desbloquear empréstimo ao BRB

Governo do DF solicita nova audiência com Fux para desbloquear empréstimo ao BRB

O governo do Distrito Federal (DF) solicitou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma nova audiência para discutir a execução de um acordo firmado em maio, que visa viabilizar um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao Banco de Brasília (BRB). O DF alega que a União tem demonstrado inércia no cumprimento dos termos acordados.

Além da solicitação de nova audiência, o governo do DF pede que o relator intime o FGC para que o empréstimo seja concluído. A operação requer um prazo definido e garantias do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Em sua manifestação, o DF destaca que, após mais de dois meses da celebração do acordo, não houve qualquer concessão ou proposta por parte da União, caracterizando um silêncio que prejudica a execução do acordo. “Enquanto o Fundo silencia, o Distrito Federal cumpre. Enquanto a União posterga, o Distrito Federal cumpre”, enfatizou.

A negociação original contou com a presença da governadora Celina Leão, representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, entre outros. O acordo foi homologado pelo ministro Fux, que atuou como mediador.

O empréstimo, inicialmente discutido em uma audiência em 26 de maio, visava capitalizar o BRB e contava com a expectativa de um pagamento em 15 anos, com um período de carência de dois anos. No entanto, a operação não terá a garantia da União, embora o governo federal tenha concordado em aumentar o limite de crédito do DF para facilitar o plano de socorro ao banco.

Atualmente, o governo do DF enfrenta restrições devido ao teto de cerca de R$ 900 milhões do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF). Os estados com dívidas com a União devem seguir as regras do PAF, que determinam as condições para a contratação de novas operações de crédito.

Na nova manifestação, o DF ressalta que, mesmo após ratificar o acordo, os limites necessários para a operação ainda não foram apresentados. Além disso, argumenta que é acionista do FGC, que deve deliberar sobre operações que seu próprio Estatuto prevê.

Fonte: politicalivre.com.br


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Nossos Parceiros

I Mais Lidas do Dia I

I Mais Lidas da Semana I

Rolar para cima