O Governo Federal recebeu um apoio institucional significativo caso decida adotar a Lei da Reciprocidade em resposta ao novo aumento de 25% nas tarifas sobre produtos brasileiros, anunciado pelos Estados Unidos na quarta-feira, 15. Essa medida intensifica a disputa comercial entre os dois países e levou a administração Lula a se preparar para uma reação tanto diplomática quanto econômica.
Em uma nota, o deputado Motta destacou que o Parlamento brasileiro defende o diálogo entre as nações, mas se opõe ao uso de barreiras comerciais como forma de pressão política. Ele afirmou que "o Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais".
Motta também caracterizou as novas tarifas como "unilaterais e protecionistas", ressaltando que essas medidas prejudicam a economia do Brasil, ameaçam empregos e afetam setores produtivos estratégicos. Ele afirmou que "não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira". O deputado acrescentou que o Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos e que estará preparado para agir com equilíbrio e firmeza na defesa da economia, do setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros.
A Lei da Reciprocidade Econômica, mencionada por Motta, foi aprovada pelo Congresso no ano passado e permite ao governo brasileiro adotar medidas de resposta a barreiras comerciais impostas por outros países ou blocos econômicos.
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