O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), questionou a integridade da apuração conduzida pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) referente a uma suposta perseguição policial contra seu motorista. Segundo o petista, a análise das imagens de monitoramento pode ter sido direcionada a equipamentos que não cobrem o ponto exato onde a abordagem teria ocorrido, levantando dúvidas sobre a conclusão oficial do caso.
Questionamentos sobre a análise de imagens e procedimentos
Em declarações feitas durante um ato de campanha no centro da capital paulista, Haddad expressou estranhamento com o rito da investigação. O candidato pontuou que o motorista, responsável pela denúncia, foi ouvido pela Polícia Civil apenas na segunda-feira, quase uma semana após o episódio, o que ele classificou como uma inversão na lógica de apuração de fatos criminais.
O ponto central do embate reside na interpretação das câmeras de segurança. Enquanto o governo estadual sustenta que a análise de mais de 70 dispositivos não revelou irregularidades, Haddad argumenta que as imagens divulgadas são incompletas. O candidato afirma que os registros mostram a viatura passando pelo veículo de seu funcionário, mas não capturam o momento posterior, quando a viatura teria estacionado nas proximidades de um hotel onde o motorista buscou abrigo.
Divergências entre versões oficiais e relato da campanha
A versão apresentada pelo governo de Tarcísio de Freitas aponta que a movimentação das viaturas na região tratou-se apenas de patrulhamento de rotina. O governador declarou publicamente que a apuração, baseada em geolocalização e monitoramento, indica que não houve perseguição, classificando a denúncia inicial como uma possível falsa comunicação de crime.
Em contrapartida, a equipe de Haddad insiste que o motorista foi seguido por cerca de cinco quilômetros após deixar o candidato em sua residência, na Zona Sul. A campanha formalizou uma notícia de fato junto à Procuradoria Regional Eleitoral para garantir que a investigação considere os pontos específicos onde o motorista alega ter sido abordado, buscando esclarecer se houve desvio de conduta por parte dos agentes da Polícia Militar.
Contexto da apuração em curso
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) mantém a condução do caso sob responsabilidade da Polícia Civil. Até o momento, as autoridades estaduais afirmam não ter encontrado indícios de interação irregular entre os policiais e a equipe do candidato petista. O caso segue sob análise das autoridades competentes, conforme noticiado pelo g1.globo.com, enquanto o clima político permanece tenso diante das acusações mútuas sobre a transparência do processo investigativo.
Fonte: g1.globo.com
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
