A Polícia Civil de Jundiaí, no interior de São Paulo, efetuou a prisão de um homem de 47 anos sob suspeita de manter um arsenal ilegal em sua residência. A ação policial foi desencadeada após investigações sobre denúncias de violência física e psicológica contra a filha adolescente do suspeito, reportadas inicialmente pelo Conselho Tutelar.
Investigação e denúncias de violência
O caso ganhou notoriedade após o órgão de proteção à criança e ao adolescente receber relatos sobre o ambiente de hostilidade no imóvel. Ao chegarem ao local para apurar as alegações, os agentes foram informados pela mãe da jovem sobre um histórico de agressões frequentes e ameaças de morte que ela própria sofria por parte do companheiro.
A mulher, ao relatar o comportamento violento do marido, confirmou a existência de armamento mantido de forma clandestina na casa. Este depoimento foi crucial para que os policiais realizassem buscas minuciosas no endereço, visando garantir a integridade física das vítimas e retirar o material ilícito de circulação.
Apreensão de armamento e munições
Durante a operação, as autoridades localizaram seis armas de fogo, incluindo uma unidade com a numeração aparentemente suprimida, o que agrava a natureza do crime. Além do armamento, foram apreendidas diversas caixas de munições de variados calibres, evidenciando o potencial de perigo que o suspeito representava para a família.
Todo o material foi encaminhado para perícia, servindo como prova documental no inquérito policial. A apreensão reforça o combate da Polícia Civil contra a posse irregular de armas, prática frequentemente associada a casos de violência doméstica e familiar.
Desdobramentos judiciais e custódia
Após a prisão em flagrante, o homem foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí, onde foi autuado pelos crimes de violência doméstica, ameaça e posse ilegal de arma de fogo. O suspeito passou por audiência de custódia, na qual a Justiça decidiu pela conversão da prisão em flagrante para preventiva.
A medida visa resguardar a segurança das vítimas e assegurar a continuidade das investigações conduzidas pelo 2º Distrito Policial da cidade. O caso segue sob sigilo para proteger a identidade da adolescente envolvida e o andamento dos trâmites legais.
Fonte: g1.globo.com
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