A torcida organizada Os Imbatíveis, ligada ao Esporte Clube Vitória, emitiu um posicionamento oficial nesta segunda-feira (24) em resposta à morte de José Alexandre Souza Borges, de 28 anos. O torcedor, integrante da Bamor, foi vítima de um ataque violento no domingo (23), horas antes do clássico Ba-Vi, na Via Regional, em Salvador.
Em nota assinada pelo presidente da organizada, Gabriel Oliveira, a entidade sustenta que havia fornecido previamente ao Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE) o planejamento detalhado das concentrações. Segundo o dirigente, a comunicação foi realizada na quinta-feira (20), contendo horários e itinerários dos comandos da torcida, com o objetivo declarado de colaborar com a segurança pública.
Dinâmica do confronto e intervenção policial
O episódio de violência ocorreu nas proximidades do bairro de Cajazeiras. Imagens registradas por testemunhas mostram José Alexandre sendo cercado por um grupo rival enquanto trafegava de motocicleta, resultando em agressões e ferimentos por arma branca. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
A Polícia Militar, por meio da 50ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), foi acionada após relatos de tumulto na região. Durante a operação, seis homens foram detidos com facas, soqueiras e artefatos explosivos artesanais. Alguns dos suspeitos apresentavam manchas de sangue nas roupas e foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para a formalização do flagrante por homicídio qualificado e outros crimes previstos no Estatuto do Torcedor.
Investigações sobre o segundo óbito
Além do caso de José Alexandre, a Polícia Civil confirmou a morte de Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos, ocorrida no bairro de Castelo Branco. Embora o óbito tenha sido registrado no mesmo período, a polícia informou inicialmente que os levantamentos não estabelecem uma relação direta entre os dois assassinatos.
Familiares de Lucas relataram que o jovem foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto observava a movimentação na região. A investigação conduzida pelo DHPP busca agora esclarecer as motivações e identificar outros possíveis envolvidos nos episódios de violência que marcaram o dia do clássico.
Posicionamento da liderança sobre a tragédia
No comunicado, Gabriel Oliveira expressou solidariedade aos familiares das vítimas e defendeu a necessidade de uma apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes. O presidente da organizada reforçou que a morte deve servir como um momento de reflexão para o ambiente do futebol.
O dirigente enfatizou que a rivalidade esportiva não deve justificar a perda de vidas. A nota conclui com um apelo para que medidas eficazes sejam adotadas para prevenir novos confrontos, reiterando o desejo de que o esporte permaneça como um espaço de celebração e não de violência.
Fonte: bnews.com.br
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