Uma estrutura de madeira, que há cinco meses permanece estacionada sobre a carroceria de um caminhão em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, aguarda trâmites burocráticos para ser finalmente removida. O caso, que gera apreensão entre os moradores locais, avançou na última semana após o proprietário do veículo buscar a Defesa Civil municipal para regularizar a situação e iniciar o processo de desocupação do terreno.
A permanência do imóvel no local, situado próximo a uma escola e a um centro de convivência, levanta preocupações sobre a segurança pública devido ao estado de conservação da estrutura. Segundo as autoridades, o proprietário solicitou a licença de demolição, documento indispensável para que a operação de retirada possa ser executada com segurança.
Processo de licenciamento e entraves logísticos
O coordenador da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, confirmou que a documentação necessária foi apresentada pelo responsável pelo caminhão. Atualmente, o pedido de demolição está em fase de análise técnica, com um prazo estimado de três a quatro dias úteis para a emissão da autorização. Este passo é considerado fundamental para mitigar os riscos de um possível desabamento da estrutura de madeira.
O histórico do caso revela uma série de dificuldades logísticas que prolongaram a permanência do imóvel na região central da cidade. Inicialmente, o transportador alegou que a falta de um terreno definitivo por parte do cliente impediu a descarga da casa. Posteriormente, falhas mecânicas no motor do veículo e a escassez de peças para o reparo impossibilitaram a movimentação, mantendo o caminhão imobilizado desde março.
Riscos estruturais e preocupação da comunidade
Vistorias técnicas realizadas pela Defesa Civil e pelo Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) apontaram falhas graves na fixação da casa. O imóvel apresenta inclinação acentuada para a direita, além de apresentar trilhos deformados e o rompimento de cabos de aço que deveriam garantir a estabilidade da carga sobre o caminhão. A precariedade do veículo também foi destacada como um fator de risco adicional.
A comunidade local, representada pela associação de moradores do bairro Linha Batista, tem acompanhado o caso com cautela. Karina Dela Bruna, presidente da associação, ressaltou que a população tem buscado soluções para o impasse há meses. Para mais detalhes sobre a atuação dos órgãos públicos, acompanhe as atualizações no portal g1 Santa Catarina.
Fonte: g1.globo.com
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