Um incêndio de grandes proporções atingiu a comunidade da Baixada do Ambrósio, em Santana, na manhã desta segunda-feira (24). A tragédia resultou na destruição de aproximadamente 20 residências, deixando cerca de 150 pessoas desabrigadas, segundo dados da Defesa Civil. O fogo, que teve início por volta das 8h30, mobilizou uma força-tarefa composta por 16 viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM), além de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar.
Combate às chamas e auxílio emergencial
O controle total das chamas foi alcançado pelos bombeiros às 9h50, após cerca de 1h20 de operação intensa. Devido à localização da área, caracterizada por ser uma zona portuária de difícil acesso, o trabalho das equipes contou com o apoio fundamental dos próprios moradores. A população local utilizou baldes de água e orientou os socorristas pelos becos da comunidade para conter o avanço do fogo.
As famílias impactadas pelo incidente estão recebendo suporte da Secretaria de Assistência Social. O acolhimento provisório ocorre na Escola Municipal Nossa Senhora dos Navegantes, onde os desabrigados têm acesso a alimentação, kits de assistência humanitária e orientações para o cadastro em programas habitacionais e no aluguel social.
Investigação sobre a origem do fogo
Embora o caso ainda esteja sob investigação pericial, o Corpo de Bombeiros trabalha com a hipótese de que uma pane elétrica tenha sido a causa principal do incêndio, com 90% de probabilidade. Moradores da região relataram que as oscilações constantes de energia, supostamente causadas por uma fábrica próxima, são uma preocupação recorrente na localidade.
Histórico de vulnerabilidade na região
Esta não é a primeira vez que a Baixada do Ambrósio enfrenta uma situação de calamidade. Em janeiro de 2019, um incêndio de proporções semelhantes destruiu cerca de 10 casas no mesmo perímetro. Para muitos residentes, a tragédia desta segunda-feira representa a reiteração de um trauma, com famílias perdendo bens conquistados com anos de sacrifício.
Relatos de moradores, como o de Vânia Gama, ilustram a dimensão das perdas materiais e emocionais. Muitos perderam não apenas suas moradias, mas também seus instrumentos de trabalho, como estúdios e pontos de venda de alimentos, ficando apenas com a roupa do corpo. A situação reforça a fragilidade da infraestrutura local e o impacto social recorrente na comunidade de Santana, conforme detalhado em reportagem do g1.
Fonte: g1.globo.com
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