A influenciadora digital Ana Raquel dos Santos Ribeiro, especializada em música eletrônica, teve seu perfil profissional no Instagram suspenso em 10 de novembro de 2023. A interrupção das atividades ocorreu após a publicação de um vídeo sobre uma festa privada realizada na boate Madame Club, em São Paulo, evento que ganhou notoriedade após revelações da revista Piauí. O caso, que impactou diretamente a fonte de renda da criadora de conteúdo, tornou-se objeto de uma ação judicial contra a Meta.
A origem do conflito e a suspensão do perfil
Ana Raquel, que havia deixado sua carreira como contadora meses antes para se dedicar integralmente ao nicho de eventos eletrônicos, utilizava a plataforma para divulgar datas, line-ups de DJs e comercializar ingressos. Em 1º de novembro de 2023, ela compartilhou um registro da festa articulada por Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, com a legenda “Quando eu for rico, haverá sinais”.
A influenciadora afirmou que não esteve presente no local, tendo obtido o material através de um técnico de som que trabalhou no evento. A repercussão do conteúdo coincidiu com um período de intensa vigilância sobre as atividades de Vorcaro. Poucos dias após a postagem, a conta, que alcançava mais de 425 mil perfis, foi desativada pela rede social, forçando a criadora a buscar meios judiciais para reaver seu acesso.
Investigação da Polícia Federal revela monitoramento
Documentos da Polícia Federal, obtidos durante a Operação Compliance Zero, detalharam o envolvimento de Vorcaro na tentativa de remover o conteúdo. Em conversas interceptadas, o ex-banqueiro instruiu Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado como executor de suas determinações, a derrubar a publicação específica feita por Ana Raquel.
Embora Vorcaro tenha solicitado apenas a remoção do post, a conta integral da influenciadora foi suspensa pelo Instagram em 10 de novembro de 2023. A seção do relatório policial intitulada “Monitoramento e manipulação de perfis em redes sociais” aponta que Mourão, também conhecido como “Sicário”, atuava sistematicamente para intimidar pessoas e controlar a narrativa de conteúdos publicados na internet que fossem considerados inconvenientes pelo grupo.
Desdobramentos judiciais e recuperação do acesso
Diante da suspensão, a influenciadora precisou recorrer aos mecanismos de suporte da plataforma, sendo inicialmente instruída a provar que não era um robô. A situação só foi normalizada após a judicialização do processo contra a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., empresa do grupo Meta. Ana Raquel conseguiu recuperar sua conta no final de novembro de 2023, após o imbróglio jurídico que expôs as práticas de censura privada reveladas pela investigação federal.
Fonte: bahianoticias.com.br
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