O Inquérito 5.026, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça, tornou-se o centro de uma investigação complexa envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Com a recente decisão de levantar o sigilo dos autos, o processo expõe uma rede de executivos, ex-dirigentes e empresários que estão sob o escrutínio das autoridades federais.
Principais nomes no inquérito do Banco Master
A lista de investigados, conforme o cadastro oficial da Corte, inclui o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e diversos nomes ligados à cúpula do BRB. Entre os citados está Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, ex-presidente do banco público, que chegou a ser preso preventivamente em abril de 2026 por determinação de Mendonça durante o avanço das apurações.
Além dele, outros ex-gestores do BRB figuram no processo, como Dário Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor financeiro, e Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente de Operações Financeiras. Ambos são investigados por suspeitas de gestão fraudulenta e associação criminosa relacionadas a transações financeiras entre as instituições.
Executivos e operadores sob investigação
Do lado do Banco Master, o inquérito aponta para figuras centrais da estrutura administrativa e operacional da instituição. Entre os investigados estão Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, além de Luiz Antonio Bull, Alberto Felix de Oliveira Neto e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Eles foram alvos de medidas cautelares durante a Operação Compliance Zero.
O processo também detalha a participação de empresários e supostos operadores financeiros. Ascendino Madureira Garcia, conhecido como “Dino”, é apontado pela Polícia Federal como um operador tático ligado ao grupo de Vorcaro. Completam a lista os empresários André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto, vinculados à empresa Tirreno.
Impactos do levantamento de sigilo no STF
A determinação de André Mendonça, proferida nesta quinta-feira (11), permite agora que documentos, depoimentos e manifestações das defesas, antes protegidos, sejam analisados publicamente. O material, que inclui centenas de petições protocoladas desde o início de 2026, oferece um panorama detalhado das diligências conduzidas pela Polícia Federal.
É importante ressaltar que a inclusão dos nomes no Inquérito 5.026 não implica, automaticamente, em denúncia criminal ou condenação. O processo segue em fase de apuração para esclarecer a natureza das operações financeiras entre o Banco Master e o BRB. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas diretamente pelo portal do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: bnews.com.br
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
