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Investigação da PF aponta elo entre Lulinha e pagamentos de lobista

Investigação da PF aponta elo entre Lulinha e pagamentos de lobista

A Polícia Federal (PF) identificou indícios de que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi beneficiário de repasses financeiros realizados por um empresário interessado em contratos com o governo federal. O caso, que apura suposto tráfico de influência, aponta que os valores eram destinados a cobrir despesas pessoais do filho do mandatário.

As apurações indicam que o empresário Cleber Ribas de Oliveira teria transferido, pelo menos, R$ 2,5 milhões para a lobista Roberta Luchsinger entre março de 2024 e dezembro de 2025. Segundo o Estadão, a intermediação visava facilitar o acesso de Ribas a órgãos como o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a Dataprev, estatal de tecnologia da administração pública.

Mensagens revelam cobranças por despesas pessoais

A quebra de sigilo telemático de Roberta Luchsinger expôs diálogos que ligam diretamente o filho do presidente aos pagamentos. Em uma das conversas, datada de agosto de 2025, a lobista cobra o empresário sobre um débito pendente: “Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio”, afirmou, indicando que o recurso seria utilizado para quitar custos de viagem.

Em outro momento, Lulinha aparece solicitando a emissão de uma nota fiscal para o empresário Cleber Ribas. As mensagens reforçam a tese dos investigadores de que a estrutura financeira da lobista era utilizada para custear o padrão de vida de Lulinha, que, em diversas ocasiões, demonstrou preocupação com a falta de lastro financeiro para suas viagens internacionais.

Articulação de viagens e falta de origem financeira

Documentos da PF apontam que Lulinha participou ativamente de encontros com agentes públicos para defender os interesses de Ribas. Paralelamente, o filho do presidente questionava a lobista sobre a disponibilidade de verbas para deslocamentos à África e à Suíça. Em maio de 2024, ele chegou a admitir em mensagem: “Não tenho nem dim dim nem origem pra isso”.

A investigação concluiu que o filho do presidente utilizava a rede de contatos e os recursos geridos por Luchsinger para viabilizar compromissos pessoais. A PF sustenta que a relação entre os envolvidos ia além da assessoria, configurando um esquema de favorecimento em troca de influência política junto a instâncias governamentais.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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