O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), manifestou forte descontentamento com as recentes declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), a respeito da implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Em entrevista concedida nesta terça-feira (28) à rádio Baiana FM, o chefe do Executivo estadual acusou o gestor municipal de adotar uma postura de oposição sistemática ao projeto de mobilidade urbana.
Divergências sobre o impacto do VLT na capital baiana
A polêmica teve início após Bruno Reis classificar o traçado do VLT como uma ligação que levaria “o nada a lugar nenhum”. A declaração, que gerou repercussão imediata no cenário político local, foi duramente rebatida pelo governador. Para Jerônimo Rodrigues, a fala do prefeito reflete um comportamento de “negacionismo” em relação às necessidades reais da população que reside no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
O governador argumentou que a crítica desconsidera a importância histórica e social da região, além de ignorar o fluxo constante de trabalhadores que dependem do transporte público na área. Segundo o petista, desqualificar o traçado do projeto equivale a desvalorizar os moradores dos bairros beneficiados pela obra.
Fase de testes e avanços na mobilidade
Durante a entrevista, Jerônimo Rodrigues reforçou que o sistema de transporte já se encontra em uma etapa avançada de execução. O governador destacou que o VLT já realiza viagens experimentais com passageiros no trecho compreendido entre a Calçada e o Lobato, evidenciando que o projeto não é apenas uma promessa, mas uma realidade em fase de implementação técnica.
O governo do estado defende que a nova infraestrutura será um divisor de águas para a mobilidade urbana da capital, integrando áreas periféricas ao centro de forma mais eficiente. Informações detalhadas sobre o andamento de obras públicas estaduais podem ser acompanhadas no portal oficial do Governo da Bahia.
Cobrança por foco na gestão municipal
Além de rebater as críticas técnicas, o governador aproveitou o espaço para questionar a atuação administrativa de Bruno Reis. Jerônimo Rodrigues sugeriu que o prefeito deveria priorizar a governança de Salvador em vez de focar em embates políticos sobre projetos estaduais.
“O prefeito podia cuidar da cidade. Ele tem que percorrer a Bahia, nada contra, mas não podia abrir mão da governança. Ele tem que governar. Salvador precisa de atenção”, afirmou o governador. O embate entre as duas figuras centrais da política baiana evidencia a polarização em torno de grandes projetos de infraestrutura na capital.
Fonte: politicaaovivo.com
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