A Justiça de São Paulo decidiu, nesta quinta-feira (27), manter a prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. A decisão, proferida pela 3ª Vara de Presidente Prudente, estende-se aos demais réus envolvidos na Operação Vérnix, que investiga supostos vínculos de uma organização criminosa com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Deolane Bezerra permanece detida no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, onde se encontra desde o dia 21 de maio. A medida atende a uma exigência legal que determina a reavaliação da prisão preventiva a cada 90 dias, procedimento solicitado pelo Ministério Público.
Estrutura financeira e acusações do Gaeco
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontam que a organização criminosa operava através de três núcleos distintos: decisório, operacional e financeiro. Segundo a denúncia, a influenciadora ocupava uma posição central no núcleo financeiro do grupo.
Os promotores sustentam que a acusada utilizava contas bancárias próprias e de suas empresas para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita. A estratégia, conforme a acusação, envolvia a conversão de valores em ativos de alto valor econômico, utilizando empresas de fachada e o auxílio de terceiros para conferir aparência de legalidade ao dinheiro.
Fundamentos para a manutenção da custódia
O tribunal considerou indispensável a continuidade da prisão para assegurar a ordem pública e econômica, além de garantir a aplicação da lei penal. A decisão judicial destacou o risco de continuidade das atividades ilícitas e a natureza estruturada e permanente da organização criminosa investigada.
A magistratura também pontuou que a fuga de dois dos denunciados, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, reforça a necessidade de manter a custódia dos demais envolvidos. Em julho de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) já havia negado, por unanimidade, um pedido de habeas corpus, reforçando o rigor do regime de reclusão.
Posicionamento da defesa e desdobramentos
A defesa de Deolane Bezerra manifestou surpresa com a decisão, classificando a manutenção da prisão como desnecessária e ilegal. Os advogados da influenciadora reiteram sua inocência, sustentando que todas as movimentações financeiras são decorrentes de atividades empresariais legítimas e honorários advocatícios.
Enquanto o processo segue em tramitação, a influenciadora permanece com sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa. A equipe jurídica afirmou que continuará recorrendo às instâncias superiores para tentar restabelecer a liberdade da cliente. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas no portal Bahia Notícias.
Fonte: bahianoticias.com.br
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