A Justiça da Bahia converteu em preventiva a prisão dos seis homens detidos por envolvimento na morte de José Alexandre Souza Borges. A decisão foi proferida na terça-feira (25), após audiência de custódia, mantendo os suspeitos sob custódia do Estado enquanto as investigações sobre o homicídio, ocorrido antes do clássico Ba-Vi, prosseguem.
Contexto da emboscada e investigação policial
O crime ocorreu na Avenida 29 de Março, nas proximidades do Estádio Manoel Barradas. Segundo as autoridades, o ataque não foi um tumulto casual, mas uma ação premeditada. Os suspeitos, identificados como membros da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI), teriam bloqueado a passagem das vítimas com dois veículos, utilizando a superioridade numérica para cercar o grupo rival, que integrava a torcida Bamor.
O juiz Horácio Moraes Pinheiro, responsável pela decisão, destacou que existem indícios robustos de autoria e materialidade. O grupo responde por homicídio doloso qualificado, na forma consumada e tentada, além de crimes envolvendo o porte de artefatos explosivos e violência em eventos esportivos. Conforme reportado pelo g1, a análise do magistrado reforça a periculosidade dos envolvidos e a necessidade de garantir a ordem pública.
Detalhes da violência e reconhecimento dos suspeitos
O laudo cadavérico revelou a brutalidade do ataque, apontando que a vítima sofreu nove perfurações por arma branca, sendo seis nas costas e três na cabeça, além de afundamento craniano frontal. Durante as investigações, Marcos Vinicius Costa Magalhães foi apontado por testemunhas como um dos executores diretos das facadas que vitimaram José Alexandre.
Embora os outros cinco detidos — Caique Santos Chaves, Guilherme Maia da Luz, Neithan Oliveira dos Santos, Sérgio Gabriel Reis dos Santos e Tiago Franco Barbosa Lima Silva — não tenham sido reconhecidos individualmente por todas as vítimas, a polícia os localizou em fuga nas proximidades do crime. Eles apresentavam manchas de sangue nas vestimentas e portavam armas brancas, socos ingleses e explosivos.
Confronto com agentes e desdobramentos judiciais
A decisão judicial também pontuou que, no momento da abordagem policial, outros indivíduos dispararam contra os agentes, evidenciando uma estrutura organizada e disposta ao confronto armado. O magistrado ressaltou que a liberdade dos suspeitos representaria um risco, dado que outros integrantes do grupo envolvido na emboscada ainda não foram identificados ou capturados.
A defesa de Caique Santos Chaves negou qualquer participação do cliente nos atos de violência ou no homicídio. Enquanto o processo segue, a família de José Alexandre Souza Borges, que trabalhava como segurança, realizou o sepultamento da vítima na segunda-feira (24), no Cemitério Bosque da Paz, em um clima de forte comoção e protestos por justiça.
Fonte: bahianoticias.com.br
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