Durante o debate eleitoral promovido pelo portal Metrópoles nesta quinta-feira (10/9), o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Kiko Caputo (Novo), apresentou uma visão crítica sobre a atual administração da capital. Para o postulante, o problema central do DF não reside na escassez de verbas, mas na forma como o orçamento é gerido pelo poder público.
O candidato enfatizou que a prioridade da gestão deve ser a eficiência no direcionamento dos recursos, garantindo que o montante disponível seja efetivamente revertido em melhorias para a população. Segundo Caputo, a falta de compromisso com a aplicação correta do dinheiro público impede que serviços essenciais alcancem os padrões necessários para atender os cidadãos.
Crítica à eficiência da gestão orçamentária
Ao abordar a execução financeira do governo, Kiko Caputo questionou a eficácia de medidas anunciadas pela atual gestão, como o cancelamento da festa de aniversário de Brasília sob a justificativa de realocar fundos para a saúde. O candidato argumentou que, diante de um orçamento que supera a marca de R$ 13 bilhões destinados à área, a economia de R$ 20 milhões carece de transparência e resultados práticos.
Para o representante do partido Novo, o governo não pode tratar o orçamento público como uma ferramenta de marketing político. Ele defende que a seriedade na administração é o único caminho para que o montante bilionário da saúde pública produza efeitos concretos na qualidade do atendimento oferecido à população do Distrito Federal.
Saúde pública e a inversão de fluxo no Entorno
Outro ponto de destaque na fala de Kiko Caputo foi a situação crítica da rede hospitalar local. O candidato afirmou que o cenário atual impõe uma realidade preocupante: moradores da capital estão buscando atendimento médico em cidades do estado de Goiás, invertendo um fluxo histórico de pacientes.
Segundo o candidato, a percepção de que o sistema de saúde de Goiás superou o do Distrito Federal em qualidade é um reflexo direto da má gestão local. Caputo reforçou que o argumento de que a rede pública do DF estaria sobrecarregada exclusivamente pela demanda do Entorno não se sustenta mais, apontando que a ineficiência administrativa local é o principal fator de desassistência aos brasilienses.
Fonte: metropoles.com
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