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Mãe de Ana Clara chama Flávio Bolsonaro de mentiroso e monstro em debate

Mãe de Ana Clara chama Flávio Bolsonaro de mentiroso e monstro em debate

Um dos momentos mais repercutidos nas redes sociais durante o debate presidencial promovido pela TV Globo envolveu a resposta dada pelo candidato Flávio Bolsonaro sobre a defesa jurídica que presta a um policial militar acusado de matar uma menina de cinco anos. Durante a troca de argumentações com o presidente Lula, o senador errou o nome da mãe da vítima ao tentar prestar solidariedade na tribuna.

Reação na plateia e debate sobre segurança

Presente na primeira fila da plateia do estúdio, Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina Ana Clara, rebateu o candidato de imediato, gritando que sua filha estava morta. Ao retomar a palavra, Flávio Bolsonaro afirmou acreditar na inocência do agente de segurança pública, sustentando a versão de que teria ocorrido um tiroteio na comunidade onde a criança foi atingida pelos disparos.

O candidato do PL também argumentou que o policial ainda não passou por julgamento e justificou que o episódio decorre do enfrentamento ao narcotráfico. No intervalo da transmissão televisiva, a mãe da vítima manifestou revolta com as declarações e classificou a postura do político como uma atuação sem escrúpulos diante da tragédia sofrida pela família.

Atuação jurídica e contestações da família

Reportagens apontam que Flávio Bolsonaro atuou de forma gratuita como um dos defensores do policial Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de efetuar os disparos de fuzil. Em documentos oficiais, a acusação sustenta que o agente abriu fogo em uma área de grande circulação de moradores sem que houvesse confronto prévio com criminosos.

Após o término do confronto televisivo, Cristiane Gomes da Silva conversou com jornalistas e reforçou que o senador evitou responder o motivo real de ter assumido a defesa do acusado. Segundo a denúncia original, a atuação jurídica do parlamentar incluiu recursos judiciais para tentar evitar que o réu fosse submetido a julgamento popular pelo crime ocorrido em Niterói.

Fonte: bahianoticias.com.br


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