A capital amazonense enfrenta um cenário crítico de poluição atmosférica nesta sexta-feira (9). A presença persistente de uma densa fumaça branca, resultante de incêndios florestais e urbanos, comprometeu a qualidade do ar em Manaus e em diversos municípios do estado, levando as autoridades locais a adotarem medidas emergenciais de proteção à saúde pública.
Impactos na qualidade do ar e alertas da Defesa Civil
A Defesa Civil do Amazonas emitiu alertas abrangentes sobre a deterioração das condições atmosféricas. Na área urbana de Careiro da Várzea, a situação foi classificada como severa, com vigência das recomendações até a manhã de sábado (10). Outras localidades, incluindo Parintins, Iranduba e Rio Preto da Eva, também registraram níveis de qualidade do ar variando entre “ruim” e “muito ruim”.
Em Manaus, a plataforma IQAir registrou um índice de 140 AQI durante a tarde. Essa marca posiciona a capital na categoria laranja, considerada insalubre para grupos sensíveis. Pessoas com condições respiratórias preexistentes, como asma e bronquite, além de idosos, crianças e gestantes, estão sob maior risco de apresentar sintomas como tosse, irritação ocular e fadiga.
Suspensão de atividades e medidas de proteção
Diante da gravidade do quadro, a Prefeitura de Manaus determinou o cancelamento das aulas em toda a rede municipal de ensino. A medida de precaução estendeu-se aos centros de atendimento especializados, unidades de Arte-Educação e ao parque Cidade da Criança. As atividades presenciais nas sedes administrativas do Poder Executivo municipal também foram interrompidas para minimizar a exposição dos servidores.
As autoridades de saúde recomendam que a população reforce a hidratação, evite a exposição direta à fumaça e suspenda a prática de exercícios físicos ao ar livre. O uso de máscaras de proteção respiratória ao transitar pelas ruas e a umidificação dos ambientes internos são medidas essenciais para mitigar os efeitos da inalação de partículas poluentes.
Esforços estaduais no combate aos incêndios
O governo do Amazonas mantém operações integradas para monitorar e combater os focos de incêndio que se intensificaram durante o período de estiagem. Desde o início de junho até o dia 8 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar contabilizou a atuação em 19.650 focos de incêndio e atendeu a 3.380 ocorrências de natureza urbana e florestal.
Como parte da estratégia de controle, o Poder Executivo estadual estabeleceu, em 9 de setembro de 2026, a proibição do uso do fogo em todo o território por um período de 120 dias, respeitando apenas as exceções previstas em lei. A população pode colaborar com a fiscalização denunciando queimadas ilegais ao Ipaam pelo WhatsApp (92) 98557-9454 ou acionando o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Informações adicionais sobre a crise podem ser obtidas no portal da Defesa Civil.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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