O médico Raymundo Paraná classificou como criminoso o comportamento de profissionais da saúde que se posicionam contrários à imunização. A declaração foi feita nesta quinta-feira (10), durante entrevista ao programa BNews Agora, transmitido pela rádio Itapoan FM, sob o comando da jornalista Victória Alves.
Impacto da desinformação na saúde pública
Durante a conversa, o especialista destacou a preocupação com o ressurgimento de doenças que já estavam sob controle, citando o caso do sarampo. Segundo o médico, a doença apresenta números crescentes, o que reforça a necessidade urgente de manter os calendários vacinais atualizados para evitar surtos epidêmicos.
Paraná enfatizou que as campanhas contrárias à vacinação representam um grave desserviço à sociedade. Para o profissional, ignorar as evidências científicas que consolidaram a eficácia dos imunizantes ao longo das décadas é uma postura inaceitável para quem atua na área médica.
O papel das redes sociais na propagação de fake news
O especialista apontou que a disseminação de informações falsas, especialmente em plataformas digitais, tem sido o principal combustível para o movimento antivacina. Ele destacou que a desinformação sobre a vacina contra a Covid-19, amplamente difundida na internet, não possui qualquer base científica.
Para o médico, a conduta de profissionais que utilizam seu diploma para propagar teses sem comprovação técnica é inaceitável. “Eu não trato de outra forma, e não merece ser médico”, declarou Paraná, reforçando que a ética profissional deve estar alinhada à proteção da vida e ao combate a doenças evitáveis.
Histórico de sucesso da imunização
Ao defender a importância da ciência, Raymundo Paraná relembrou o impacto histórico das vacinas na erradicação de enfermidades. Ele mencionou o caso da varíola como um exemplo clássico de como a imunização em massa foi capaz de mudar o curso da história da humanidade, salvando milhões de vidas ao redor do globo.
O médico reforçou que o debate sobre a segurança dos imunizantes deve ser pautado em evidências sólidas e não em teorias conspiratórias. Para mais informações sobre a importância das campanhas de vacinação no Brasil, consulte o portal oficial do Ministério da Saúde.
Fonte: bnews.com.br
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