A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou apoio público ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, em meio ao acirramento das tensões envolvendo o magistrado e o ministro Alexandre de Moraes. A declaração, feita nas redes sociais, resgata o histórico da indicação de Mendonça ao cargo, ocorrida em 2021, e reforça o alinhamento religioso entre a ex-primeira-dama e o integrante da Corte.
Sem citar explicitamente os desdobramentos jurídicos recentes, Michelle descreveu o processo de nomeação como um momento de profunda espiritualidade. Segundo a ex-primeira-dama, ela e outros intercessores dedicaram orações para que a indicação fosse bem-sucedida, afirmando ter recebido uma revelação divina sobre a trajetória de Mendonça no tribunal. Ela classificou o ministro como um “escolhido” e “ungido do Senhor”, destacando que ele teria sido chamado para atuar em um tempo específico.
Histórico da indicação e aprovação no Senado
A trajetória de André Mendonça ao STF foi marcada por um longo período de espera. Indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro em 13 de julho de 2021, o nome do magistrado permaneceu retido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por quase cinco meses. A demora gerou pressão de parlamentares sobre o então presidente da comissão, Davi Alcolumbre, para que a sabatina fosse pautada.
A confirmação de Mendonça ocorreu apenas em 1º de dezembro de 2021, após uma sabatina que durou cerca de oito horas. O ministro foi aprovado na CCJ por 18 votos a 9 e, posteriormente, pelo plenário do Senado, com 47 votos favoráveis e 32 contrários. Na ocasião, Michelle Bolsonaro acompanhou a votação e celebrou o resultado com manifestações religiosas, incluindo o uso de glossolalia.
Crise no STF e investigações sobre o Banco Master
O apoio de Michelle ocorre em um momento de crise institucional no STF. André Mendonça atua como relator das investigações sobre o Banco Master e, em 1º de setembro, determinou a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento continha registros de contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do banco, Daniel Vorcaro, sugerindo tentativas de influência junto a autoridades policiais e ao Ministério Público.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou a validade do material. Em resposta, Alexandre de Moraes solicitou a investigação de Mendonça por supostas irregularidades na condução do caso, incluindo alegações de interferência indevida na Polícia Federal. O embate escalou na quinta-feira (3), levando o presidente do STF, Edson Fachin, a determinar que as apurações contra Mendonça fossem desmembradas do inquérito das fake news, passando a tramitar sob sua relatoria.
Para mais informações sobre o funcionamento do Poder Judiciário, consulte o portal oficial do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: bahianoticias.com.br
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