A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram, nesta quinta-feira (20), a Operação Fora de Ordem. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa liderada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão. A investigação apura movimentações financeiras atípicas que superam a marca de R$ 350 milhões na Baixada Fluminense, conforme apontado por relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Ascensão e controle territorial na Baixada Fluminense
Juninho Varão é apontado como ex-integrante da milícia comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, que faleceu em 2021. Após a fragmentação do grupo paramilitar, o investigado assumiu o controle de territórios estratégicos, com atuação concentrada nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados. Atualmente, ele é considerado foragido pela Justiça e possui diversos mandados de prisão em aberto.
Estrutura criminosa e exploração de serviços
Segundo as autoridades, a organização atua desde 2013, impondo o monopólio de serviços essenciais através de um esquema de violência e intimidação. O grupo mantém uma estrutura hierárquica dividida em núcleos de comando, financeiro, operacional e territorial. Entre as principais atividades ilícitas identificadas está a exploração exclusiva de serviços de internet clandestina, popularmente conhecidos como gatenet.
Investigação sobre infiltração e lavagem de capitais
As apurações indicam indícios de envolvimento de agentes públicos e tentativas de infiltração da organização no aparato estatal. Em investigações anteriores conduzidas pelo Gaeco/MPRJ, foi apontado que o grupo, referido como “Bonde do Varão”, já havia movimentado R$ 10 milhões entre 2022 e 2023. O salto nos valores investigados agora demonstra a expansão das atividades ilícitas do bando.
Cumprimento de mandados e bloqueio de bens
Agentes cumprem 23 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do TJRJ. As diligências ocorrem na capital fluminense e em Nova Iguaçu, incluindo um condomínio de luxo localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens dos investigados, que podem responder por organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais. Mais informações podem ser acompanhadas pelo portal oficial da Polícia Federal.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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