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Ministério Público denuncia cúpula da torcida Bamor por tortura e extorsão

Ministério Público denuncia cúpula da torcida Bamor por tortura e extorsão

O Ministério Público da Bahia (MPBA) formalizou a denúncia contra 10 integrantes da presidência e da diretoria da Bamor, a principal torcida organizada do Esporte Clube Bahia. A ação, protocolada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), aponta o envolvimento dos acusados em crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.

Investigações sobre sessões de tortura na sede

A denúncia é um desdobramento da Operação Inquisição, que apurou episódios de violência física e psicológica ocorridos em julho deste ano. Segundo as investigações, as agressões foram perpetradas dentro da sede da torcida contra duas vítimas, que teriam sido acusadas pela diretoria de realizar desvios internos de recursos da associação.

O relato do MP detalha que as vítimas foram submetidas a sessões prolongadas de tortura, com o objetivo de forçar confissões sobre as supostas irregularidades. O processo descreve o uso de métodos cruéis, incluindo sufocamento com sacos plásticos, afogamento com panos, além de agressões diretas com tacos de beisebol, martelos, facas e alicates.

Violência extrema e extorsão financeira

Os detalhes do caso revelam um cenário de extrema brutalidade. Em um dos episódios narrados, uma das vítimas sofreu perfurações nas mãos e queimaduras na região da orelha. Além das agressões físicas, o grupo teria forçado um dos integrantes a realizar transferências bancárias via Pix sob coação.

Os 10 denunciados, que ocupavam cargos estratégicos na hierarquia da Bamor, permanecem sob custódia preventiva no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Entre os detidos, consta o nome de um policial militar, apontado pelo Ministério Público como integrante ativo da estrutura criminosa.

Pedidos de condenação e reparação coletiva

Além da manutenção das prisões preventivas, o Ministério Público solicitou à Justiça a condenação dos envolvidos pelos crimes atribuídos individualmente a cada um. O órgão também requereu o pagamento de indenizações por danos materiais e morais às vítimas afetadas pelas ações do grupo.

Como medida de reparação à sociedade, o MPBA pleiteou a fixação de uma indenização por danos morais coletivos estipulada em R$ 2 milhões. O processo segue em tramitação para o julgamento das responsabilidades criminais dos membros da diretoria da organizada.

Fonte: metropoles.com


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