O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a realização de uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim. A medida, executada pela Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República, aponta o ex-gestor como a suposta fonte de reportagens publicadas pelo jornalista Luís Pablo, que veicularam denúncias contra o também ministro do STF, Flávio Dino.
Desdobramentos da investigação sobre vazamento de informações
A ação judicial tem como pano de fundo as reportagens de Luís Pablo, que, em março, já havia sido alvo de diligências semelhantes. As matérias jornalísticas questionavam o uso de veículos oficiais por parte de Flávio Dino e seus familiares no Maranhão. Segundo a defesa de Raimundo Cutrim, representada pelo advogado José Berilo de Freitas Leite, a decisão de Moraes baseou-se na quebra de sigilo telefônico do jornalista, que teria identificado o ex-secretário como o fornecedor de dados privilegiados.
O advogado José Berilo criticou o foco das autoridades, argumentando que a investigação prioriza a identificação da fonte e do advogado do jornalista em vez de apurar o conteúdo das denúncias sobre o uso de carros oficiais. A defesa ressaltou que ainda não teve acesso integral aos autos dos processos, mas confirmou que a operação foi deflagrada após representação feita pelo próprio ministro Flávio Dino.
Contexto político e alegações das partes envolvidas
Raimundo Cutrim, que é delegado aposentado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual, mantém um histórico de divergências políticas com Flávio Dino. Atualmente, Cutrim encontra-se preso sob a acusação de obstruir uma investigação de homicídio envolvendo um parente, alegação que ele nega categoricamente. Em julho, o ex-secretário classificou as movimentações judiciais contra si como uma tentativa de intimidação em meio à disputa eleitoral no estado.
Em contrapartida, aliados de Flávio Dino refutam as denúncias de uso irregular de viaturas, afirmando que o veículo monitorado pelo jornalista seria de natureza particular. Além disso, surgiram acusações de que o profissional de imprensa teria solicitado valores financeiros para a publicação das reportagens. Luís Pablo negou as alegações de extorsão e reafirmou a veracidade das informações sobre o uso de carros oficiais, conforme reportado pela CNN Brasil.
Fonte: bahianoticias.com.br
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