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Motogrupo feminino cresce no litoral de São Paulo e desafia estereótipos

Motogrupo feminino cresce no litoral de São Paulo e desafia estereótipos

A paixão pelas duas rodas impulsionou a criação de um coletivo que busca ocupar espaços tradicionalmente dominados pelo público masculino. O motogrupo Sereias do Bololô, sediado na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, já reúne mais de 20 integrantes em uma iniciativa que une o amor pelo motociclismo à convivência social e ao apoio mútuo entre mulheres.

Fundado há um ano por três amigas, o projeto nasceu com o objetivo de criar um ambiente seguro e acolhedor para pilotas da região. Segundo Taís dos Santos, influenciadora digital e uma das administradoras, a proposta central é o incentivo coletivo, provando que a força feminina se estende pelas estradas. O grupo tem ganhado visibilidade nas redes sociais, onde compartilha vídeos de seus encontros e ações comunitárias.

Critérios de participação e segurança do grupo

Para manter a organização e a segurança das participantes, as administradoras estabeleceram diretrizes claras para o ingresso de novas integrantes. O processo de seleção exige que a candidata seja mulher, possua uma motocicleta e resida na Baixada Santista. A entrada definitiva no grupo ocorre apenas após a participação presencial em um encontro, seguida pelo preenchimento de um formulário de cadastro.

Sabrina Dameto, técnica de nutrição e administradora, ressalta que o rigor na seleção visa garantir que as novas integrantes compartilhem dos mesmos valores da comunidade. Uma vez dentro do grupo, as participantes devem seguir normas de conduta, como a proibição de divulgar rotas de passeios e a vedação estrita a qualquer tipo de ofensa ou discriminação, seja por idade, cor ou potência da motocicleta.

Dinâmica dos encontros e inclusão de pilotas

Os passeios do Sereias do Bololô ocorrem mensalmente, com trajetos planejados para acomodar condutoras de diferentes níveis de experiência. A estratégia de segurança inclui uma administradora na liderança do comboio e a presença de integrantes mais experientes, apelidadas de “anjos”, que monitoram a retaguarda para evitar que qualquer motociclista se perca durante o percurso.

Jennyfer Souza, vendedora de motos e administradora, reforça que o grupo é inclusivo para veículos de baixa cilindrada. O ambiente busca eliminar a pressão comum em outros meios motociclísticos, focando na camaradagem e na troca de experiências. A iniciativa, conforme reportado pelo g1, prioriza a união e o bem-estar social em detrimento da competição.

Diferenciação entre motogrupo e motoclube

As fundadoras esclarecem que o Sereias do Bololô se define como um motogrupo, diferenciando-se da estrutura formal dos motoclubes. Enquanto os clubes tradicionais costumam adotar hierarquias rígidas e estatutos complexos, o grupo feminino foca na horizontalidade, onde todas as integrantes possuem voz ativa nas decisões.

A gestão das tarefas, como a administração das redes sociais e a organização de eventos, é dividida entre as fundadoras. Esse modelo informal permite que o foco permaneça na irmandade e no suporte entre as mulheres, mantendo a essência de um coletivo que, acima de tudo, celebra a liberdade e a paixão pelas motocicletas.

Fonte: g1.globo.com


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