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Novas regras da CBF elevam tempo de bola em jogo no Brasileirão

Novas regras da CBF elevam tempo de bola em jogo no Brasileirão

O Campeonato Brasileiro registrou um aumento significativo no tempo de bola rolando logo após a implementação de um novo pacote de medidas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Nos jogos da 23ª rodada, a média de tempo efetivo de jogo atingiu 56,5%, superando os 51,5% observados nas 22 rodadas anteriores. Os dados, apurados pelo perfil Data Fut, indicam uma resposta imediata às diretrizes criadas para combater o antijogo e a cera nas partidas.

Impacto das novas diretrizes no tempo de jogo

A iniciativa da CBF busca alinhar o futebol nacional aos padrões das principais ligas europeias e mundiais. Antes das mudanças, a média de tempo de bola em jogo no Brasil era de 52 minutos e 54 segundos, índice inferior ao registrado em competições como a Premier League, LaLiga e Bundesliga. A meta da entidade é elevar esse patamar para cerca de 57 minutos por partida, reduzindo interrupções causadas por faltas, reposições lentas e revisões do VAR.

Entre as partidas realizadas no último fim de semana, o confronto entre Athletico-PR e Red Bull Bragantino destacou-se com 62,1% de bola em jogo. Em contrapartida, o duelo entre Vasco e Santos apresentou o menor índice, com 49,4%. A média definitiva da rodada será consolidada após o encerramento do jogo entre Internacional e Remo, previsto para esta segunda-feira.

Medidas para reduzir paralisações e conduta em campo

O pacote de regras introduz sanções mais rígidas para comportamentos que atrasam o reinício das partidas. Entre as determinações, destaca-se a contagem de cinco segundos para a execução de laterais e tiros de meta, além de um limite de dez segundos para a saída de jogadores durante substituições. Atletas que necessitam de atendimento médico agora devem permanecer fora do gramado por pelo menos um minuto, medida que já foi aplicada na prática durante o jogo entre Vasco e Santos.

Além do combate à cera, a CBF implementou normas de conduta disciplinar. Apenas os capitães estão autorizados a se aproximar do árbitro quando este fizer o sinal específico. Também entrou em vigor a chamada Lei Vini Jr., que prevê a expulsão de jogadores que cubram a boca deliberadamente para proferir ofensas ou provocações a adversários. O atacante Arthur Cabral, do Botafogo, foi o primeiro a sofrer a punição após um desentendimento no duelo contra o Vitória, conforme reportado pelo Bahia Notícias.

Fonte: bahianoticias.com.br


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