A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que a análise da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), divulgada nesta sexta-feira (17), concluiu que não houve estupro na morte de uma bebê de 10 meses em Fortaleza, ocorrida na última segunda-feira (13). Os exames laboratoriais realizados não detectaram a presença de álcool ou drogas no sangue da criança. Além disso, os laudos não encontraram sêmen ou material genético dos dois homens envolvidos no caso no corpo da bebê, e o exame sexológico confirmou a ausência de violência sexual.
Os suspeitos foram identificados como Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, que mantinha um relacionamento com a mãe da criança, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco. A Justiça do Ceará converteu a prisão deles para preventiva na terça-feira (14). Com a finalização dos laudos periciais e o andamento das investigações, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) passou a considerar o caso como homicídio culposo, descartando a possibilidade de violência sexual.
No momento da morte, a mãe da bebê estava presente e inicialmente acreditou que a filha estivesse engasgada, o que a levou a chamar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Diante da demora no atendimento, ela decidiu levar a criança a uma unidade de saúde. A causa da morte foi identificada como asfixia, corroborando a defesa de que Levy, embriagado, teria esmagado a criança com seu peso corporal ao deitar na cama. A advogada de Francisco Ray, Gleicy Kelly Leitão, destacou que essa nova informação deve alterar o rumo da investigação, que agora é tratada como homicídio culposo, caracterizado pela ausência de intenção de matar.
As equipes da Polícia Militar do Ceará, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará e da Perícia Forense do Estado do Ceará estão envolvidas na investigação do caso.
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


