Uma operação de fiscalização conjunta realizada na manhã desta quinta-feira, 17, resultou na interrupção de uma prática de pesca ilegal com o uso de explosivos na Baía de Todos-os-Santos. A ação, conduzida pelo Inema e pela Polícia Militar, culminou na detenção de dois homens e na apreensão de diversos artefatos perigosos utilizados na atividade predatória.
Ação policial na foz do rio Paraguaçu
A abordagem ocorreu por volta das 7h, nas proximidades da localidade de Salamina, no município de Maragogipe. Durante o patrulhamento de rotina na entrada do rio Paraguaçu, agentes identificaram uma movimentação suspeita em torno de uma canoa. Em um momento crítico da operação, um dos explosivos chegou a ser detonado pelos suspeitos.
Ao todo, as equipes identificaram cinco artefatos explosivos na embarcação. Além do material ilícito, os agentes apreenderam a canoa utilizada pelos suspeitos e um saco contendo peixes capturados. Os dois homens detidos foram encaminhados pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA) à delegacia para a formalização do flagrante.
Procedimentos de segurança e reincidência
O material apreendido foi encaminhado ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), órgão responsável pela análise e desativação segura dos explosivos. Este incidente marca a segunda ocorrência do tipo na região em um intervalo de apenas três dias.
Na última terça-feira, 15, durante a Operação Carapeba, as autoridades já haviam apreendido três explosivos em gel e outra embarcação nas proximidades do rio Mucujo, em Jaguaripe. A recorrência dos casos acende um alerta sobre a persistência de crimes ambientais na região.
Legislação e impactos ambientais
O uso de explosivos na atividade pesqueira é tipificado como crime ambiental pela Lei Federal nº 9.605/1998. A prática, além de ser ilegal, causa danos severos e muitas vezes irreversíveis ao ecossistema marinho, afetando indiscriminadamente a fauna aquática e a biodiversidade local.
A legislação prevê pena de reclusão de um a cinco anos para os infratores. As ações integradas entre o Inema e a COPPA visam intensificar o combate à pesca predatória, garantindo a preservação dos recursos naturais e a segurança das comunidades que dependem da baía.
Fonte: atarde.com.br
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