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PF conclui laudo de roupas e corpo de “Sicário”: Veja o que os exames revelaram

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PF conclui laudo de roupas e corpo de “Sicário”: Veja o que os exames revelaram

A Polícia Federal concluiu que Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, identificado como operador vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro, cometeu suicídio em uma cela da corporação em Belo Horizonte. O resultado do inquérito foi apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que supervisiona as investigações ligadas ao Banco Master.

Os exames toxicológicos realizados pela Polícia Federal e pelo Instituto Médico-Legal de Minas Gerais não detectaram a presença de drogas no organismo de Mourão. Testes feitos nas roupas do investigado também resultaram negativos. A investigação descartou a possibilidade de que ele estivesse sob efeito de substâncias psicotrópicas no momento da morte. A conclusão da PF é de que Mourão se asfixiou, sem a participação de terceiros ou qualquer tipo de coação.

Para chegar a essa conclusão, os investigadores analisaram imagens que documentaram a permanência de Mourão na cela, além de ouvirem testemunhas e pessoas próximas, e examinarem conversas mantidas por ele. O material coletado não indicou qualquer interferência externa. Mourão foi preso no dia 4 de março durante a Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Ele estava sob custódia da PF e aguardava transferência para um presídio quando ocorreu o incidente.

Após a tentativa de reanimação por agentes e equipes do Samu, Mourão foi levado ao Hospital João XXIII, onde teve a morte cerebral confirmada dois dias depois. As investigações revelaram que Mourão desempenhava um papel central no suposto esquema, sendo responsável por monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados sigilosos e intimidação, além de atuar como executor de ordens dentro da organização.

Apesar da conclusão de suicídio, os bens de Mourão continuam bloqueados, uma vez que se acredita que os recursos tenham origem em atividades ilícitas. Com a entrega do relatório, é provável que o ministro encaminhe o caso à Procuradoria-Geral da República para análise sobre um possível arquivamento das investigações relacionadas à morte.


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