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PGR solicita progressão de regime para Débora Rodrigues dos Santos ao semiaberto

PGR solicita progressão de regime para Débora Rodrigues dos Santos ao semiaberto

Manifestação da PGR ao Supremo Tribunal Federal

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, protocolou nesta quarta-feira (23) uma petição endereçada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento formaliza o pedido de progressão de regime para Débora Rodrigues dos Santos, sentenciada por sua participação nos atos de 8 de Janeiro.

Conhecida publicamente como “Débora do Batom”, a ré cumpre atualmente prisão domiciliar desde março de 2025. A defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) alinham-se no entendimento de que os requisitos legais para a transição ao regime semiaberto foram atingidos, conforme os registros de execução penal.

Cálculo de pena e remição de dias

A fundamentação da PGR baseia-se no cumprimento de 1.287 dias de pena, marca que supera em nove dias o período mínimo exigido pela legislação vigente para a progressão. Além do tempo de reclusão, o órgão ministerial solicitou o reconhecimento de 212 dias de remição.

Este abatimento na pena total é justificado por atividades realizadas durante o período de custódia. Entre os fatores computados estão o trabalho exercido pela detenta, a aprovação no Enem de 2023 e a conclusão da leitura de uma obra literária, conforme previsto na Lei de Execução Penal.

Comportamento e histórico processual

A Procuradoria ressaltou, em sua manifestação, a ausência de registros de faltas disciplinares no prontuário da condenada. Adicionalmente, não foram identificadas violações ou descumprimentos das medidas cautelares impostas pelo STF durante o período em que Débora permaneceu em regime de prisão domiciliar.

Débora Rodrigues dos Santos foi condenada pela Primeira Turma do STF a uma pena de 14 anos de reclusão. A sentença abrange crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A ré ganhou notoriedade nacional após ser flagrada escrevendo a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada na sede da Corte, durante as invasões de 8 de janeiro de 2023. Para mais detalhes sobre o andamento dos processos, consulte o portal oficial do STF.

Fonte: seliguebahia.com.br


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