Compartilhe
Link copiado com sucesso!

Polícia Federal descarta presença de cocaína em 260 toneladas de madeira apreendidas

Polícia Federal descarta presença de cocaína em 260 toneladas de madeira apreendidas

Laudo pericial confirma ausência de entorpecentes

O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, sediado em Brasília, concluiu um novo ciclo de análises que confirma a inexistência de cocaína em um carregamento de 260 toneladas de madeira. A carga havia sido retida em junho, durante uma operação ostensiva nas regiões de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, abrangendo os municípios de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e Cáceres, no Mato Grosso.

A conclusão dos peritos reforça os resultados divulgados anteriormente, ainda no final de julho, que já apontavam para a ausência da substância ilícita. O caso, que inicialmente foi classificado como uma das maiores apreensões de drogas ocultadas em madeira na história do país, passou por intenso escrutínio após autoridades bolivianas contestarem a versão inicial das investigações.

Características físicas da madeira dificultam ocultação

De acordo com os especialistas, a natureza da carga apreendida, composta majoritariamente por aroeira, apresenta propriedades físicas que tornam a infiltração de entorpecentes extremamente complexa. A madeira possui alta densidade, elevada dureza e uma resistência natural à umidade, fatores que, segundo a perícia, dificultariam a penetração e a permanência de substâncias químicas em sua estrutura interna.

Para garantir a precisão dos resultados, amostras de serragem foram submetidas a uma bateria rigorosa de testes laboratoriais. Nenhum dos procedimentos realizados identificou a presença de cocaína ou de qualquer outro entorpecente proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), encerrando as dúvidas sobre a carga.

Contexto da Operação Timber Shield

A apreensão ocorreu em 21 de junho, quando oito caminhões foram interceptados pelas autoridades. A ação fez parte da Operação Timber Shield, uma força-tarefa que reuniu a Receita Federal, a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e órgãos de inteligência dos Estados Unidos e da Bolívia. Naquele momento, exames preliminares sugeriram a presença de cocaína líquida impregnada no material, o que motivou a retenção imediata dos veículos.

Os caminhões, que transportavam a madeira com destino ao Mato Grosso do Sul e ao Paraná, permaneceram sob custódia no pátio da Agesa, em Corumbá, durante todo o período de análise. O importador da carga, Alessandro Castro, chegou a relatar prejuízos financeiros significativos decorrentes da paralisação forçada das atividades logísticas durante o período de investigação.

Fonte: g1.globo.com


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Nossos Parceiros

I Mais Lidas do Dia I

I Mais Lidas da Semana I

NOVA IGUAÇU
Rolar para cima