A Polícia Civil de Nova Granada, no interior de São Paulo, instaurou um procedimento investigativo para apurar denúncias de maus-tratos contra um animal. O caso ganhou repercussão após a circulação de vídeos em redes sociais e aplicativos de mensagens, nos quais é possível observar a realização de uma castração em um cavalo sem a devida administração de anestesia ou cuidados veterinários adequados.
Investigação sobre procedimentos irregulares
O delegado responsável pelo caso, Antônio Nascimento, confirmou que as imagens analisadas pelas autoridades indicam uma clara ausência de protocolos sanitários básicos. Segundo a autoridade policial, o procedimento foi conduzido sem suporte de analgesia, assepsia ou qualquer medida de prevenção contra infecções, configurando um cenário de risco extremo à integridade física do animal.
As diligências apontaram que o ato ocorreu em um terreno localizado nas proximidades da Represa do Cemitério. Para subsidiar o inquérito, a polícia solicitou a avaliação técnica de um médico veterinário, que deverá atestar as reais condições de saúde do equino e os danos causados pela intervenção clandestina.
Identificação e depoimentos dos envolvidos
As autoridades locais já iniciaram a oitiva dos suspeitos identificados nas gravações. Um adolescente de 15 anos foi ouvido pelos investigadores na última quarta-feira (19). O homem que aparece nas imagens realizando o procedimento também foi identificado e deverá prestar esclarecimentos à Polícia Civil nos próximos dias.
O animal, que foi alvo da prática, foi localizado pela equipe de reportagem da TV TEM no final da tarde de quarta-feira (19). O cavalo estava em um terreno situado nas imediações do local onde o vídeo foi registrado, sendo agora acompanhado pelas autoridades para garantir sua recuperação.
Contexto de proteção animal
O caso em Nova Granada reforça a necessidade de vigilância sobre procedimentos cirúrgicos realizados fora de ambientes controlados e por pessoas sem habilitação profissional. A prática de castração sem anestesia é considerada uma violação grave das normas de bem-estar animal, podendo resultar em sanções penais severas para os envolvidos, conforme a legislação vigente no país.
Fonte: g1.globo.com
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